"União Brasil" vai às prévias com Datena e Mandetta e pede cobertura da Globo

“União Brasil” vai às prévias com Datena e Mandetta e pede cobertura da Globo

Pode azedar o arroz doce da Globo com o pedido do novo “União Brasil” nas prévias entre o apresentador José Luiz Datena e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Eles exigem que Globo dê a mesma cobertura dispensada ao PSDB, na disputa interna entre os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS).

O megapartido “União Brasil” surgiu da fusão MDB e PSL. Ele tem 82 deputados, a maior bancada na Câmara dos Deputado e, consequentemente, acesso a fundos partidário e eleitoral que somam até R$ 1,5 bilhão.

Na semana passada, jornais GLOBO e Valor –com ampla cobertura das emissoras de televisão das empresas dos Marinho– realizou debate nas prévias tucanas entre Doria, Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, que poderá desistir em favor do governador paulista. As prévias no PSDB serão no dia 21 de novembro.

Apesar do desejo de uma prévia no União Brasil, no mesmo formato do PSDB, não há uma data para o tira-teima entre Datena e Mandetta.

Além da organização do debate, da transmissão na TV, a União Brasil ainda pede que Globo dê um mês de assinatura grátis para quem assistir as prévias.

Acerca desse “mimo” do Globo, Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, viu ilegalidade vetada pela legislação eleitoral brasileira.

“Fui informado que o jornal @OGloboPolitica está dando um mês de assinatura grátis para quem assistir ao debate dos pré-candidatos tucanos à presidência. Considero a prática imoral e ilegal. Configura doação de recursos em proveito de um partido político. Alguém vai apurar?”, cobrou o petista na semana que passou.

Enquanto Haddad reclamava no Twitter, também na semana passada, por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassava o mandato do deputado estadual Subtenente Everton (PSL), da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), sob a alegação de que uma entidade de direito privado havia contribuído para sua campanha eleitoral quando a legislação proibia expressamente.

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