Responsável pelo golpe contra Dilma, Aécio Neves atua no PSDB como assessor de imprensa de Eduardo Leite

Responsável pelo golpe contra Dilma, Aécio Neves atua no PSDB como assessor de imprensa de Eduardo Leite

Considerado o responsável pelo golpe contra Dilma Rousseff, quando não reconheceu a derrota para a petista, em 2014, o deputado Aécio Neves (MG) voltou a conspirar nos bastidores na tentativa de voltar à proa da política. Ele atua como assessor de imprensa nas prévias a favor do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

É o parlamentar mineiro que telefona para jornalistas e veículos de imprensa pedindo notinhas favoráveis ao tucano gaúcho, que, no dia 21 de novembro, vai bater chapa contra o governador de São Paulo, João Doria, o “calcinha apertada” –segundo o presidente Jair Bolsonaro.

Aliás, Bolsonaro e o bolsonarismo surgiram no País graças a Aécio. Ele desestabilizou as instituições ao não ter grandeza de reconhecer a vitória de Dilma, vitaminou o impeachment, proporcionou a posse do vice Michel Temer (MDB) e, ato contínuo, a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

Aécio Neves teve nesse período o que a sociologia política chama de “Vitória de Pirro”, qual seja, ele supostamente ganhou do PT, mas não ganhou. Pelo contrário. Por pouco não foi preso no caso Joesley Batista, dono da JBS, que o gravou pedindo R$ 2 milhões para pagar advogados, dentre outras broncas cabeludas.

Além de assessor de imprensa, Aécio é o principal conselheiro do governador gaúcho nas prévias tucanas.

É Aécio Neves, por exemplo, que orientou Eduardo Leite a se dedicar à campanha das prévias no PSDB durante a semana, em horário comercial. Segundo a oposição do governador no Rio Grande do Sul, cada vez é mais raro vê-lo dando expediente no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.

“Em Brasília e Minas Gerais, Aécio é conhecido pela desídia, pelo ócio, pela preguiça. Ele é adepto militante do Domenico De Masi”, disse ao Blog do Esmael um correligionário do ex-presidenciável do PSDB, referindo-se ao sociólogo italiano autor de um livro que elogia a preguiça como conditio sine qua non para aflorar a criatividade.

Nessa disputa com João Doria para ser o candidato tucano à presidente no próximo ano, ainda a título de exemplo, o governador do Rio Grande do Sul viajou nesta semana a Brasília, São Paulo e Florianópolis.

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