Requião Filho: Um ano sem pedágio e de olhos bem abertos

Requião Filho: Um ano sem pedágio e de olhos bem abertos

Por Requião Filho*

Contratações emergenciais e as novas licitações devem ser fiscalizados com rigor pelos paranaenses.

Não, não é hora de colocar o assunto “pedágio” de lado só porque os contratos encerram daqui um mês. “Ufa, que alívio”, você deve estar pensando. Teremos um ano de cancelas abertas pela frente, até que as novas licitações sejam feitas e novas empresas assumam as nossas rodovias. Porém, enquanto isso não acontece, várias perguntas continuarão sem respostas, como:

– Quem vai pagar pelos R$ 10 bilhões cobrados a mais pelas atuais pedageiras, nesses anos todos? Sairão devendo e ficará por isso?
– O que o Governo vai fazer para cobrar essas concessionárias?
– Teremos um vácuo, um período sem contratos, como será administrado nesses meses os serviços de manutenção e de socorro para emergências?
– Já há previsão de custos e reserva orçamentária para isso? Ou tudo será feito sem a devida licitação, a base de contratações emergenciais?

Temos um histórico de lutas contra o pedágio que sangrou o bolso dos motoristas nesses últimos 24 anos, quintuplicou os preços de suas tarifas. Os contratos firmados em 1997, previam uma alta taxa de retorno para as empresas. Estas, por sua vez, criaram um índice próprio de reajuste que foi além da inflação.

Em Jataizinho, por exemplo, a maior tarifa cobrada no Estado, começou pequenininha. Era de R$ 3,70. E está saindo de cena cobrando o valor de R$ 26,40, ou seja, 156% acima do valor reajustado só considerando a inflação. O mesmo ocorreu com o pedágio entre Curitiba e Paranaguá. Começou com R$ 3,80 e foi parar em R$ 23,30, 510% a mais do valor inicial.

Estamos em período pré-eleitoral, por isso acredito que toda atenção seja válida neste momento por parte dos deputados integrantes da Frente Parlamentar, para que continuem acompanhando essas contratações e os trabalhos que serão realizados. É dever da Assembleia Legislativa ficar de olhos bem abertos! Não é o momento de brincarmos com o dinheiro público.

*Requiao Filho, advogado, é deputado estadual pelo MDB do Paraná.

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