Sessão para a votação de propostas legislativas. Dep. Daniel Silveira (PSL - RJ). Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Parlamento brasileiro resiste à volta presencial, apesar de deliberar pelo retorno de terceiros

“Fala o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Esse ditado resume o parlamento brasileiro –câmaras municipais, assembleias legislativas e congresso nacional –que, em virtude da pandemia, implantaram sessões híbridas [presenciais e remotas] e resistem retornar ao sistema puramente presencial.

Vereadores, senadores, deputados estaduais e federais votaram recentemente leis obrigando alguns setores –como a educação– a voltarem ao funcionamento presencial. No entanto, eles [parlamentares] continuam operando no sistema híbrido.

O que vale para os professores não vale para os parlamentares. Ou seja, os legislativos criaram uma espécie de cidadãos de segunda classe ao obrigar que alguns setores atendam presencialmente enquanto eles, parlamentos, continuam funcionando remotamente.

Na Câmara Federal, os deputados criaram um grupo de trabalho para discutir alterações no Regimento da Câmara dos Deputados que garantam alternância entre o virtual, o híbrido e o presencial, sob o argumento de que diminuir o deslocamento dos parlamentares teria reflexo nos gastos.

Na última segunda-feira (11/10), véspera do feirado nacional, a Câmara Municipal de Curitiba trabalhou. Os vereadores curitibanos realizaram sessão híbrida.

A Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), idem, mantém suas sessões híbridas. Nesta quarta-feira (13/10), por exemplo, os deputados terão sessão híbrida.

Parlamento brasileiro resiste à volta presencial, apesar de deliberar pelo retorno de terceiros.

“Fala o que eu digo, mas não faça o que eu faço.”

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