Bolsonaro vai se filiar no PL

Folha sugere Bolsonaro ‘paz e amor’ para esvaziar a ‘terceira via’ em 2022

O marqueteiro João Santana estuda sugerir como frase de efeito ‘declare guerra a quem finge te amar‘ –refrão de uma música do Barão Vermelho– para Ciro Gomes (PDT) espinafrar a velha mídia corporativa, especialmente a Folha, que hoje é um banco e um grupo de especulação financeira.

O jornalão paulistano sugeriu neste domingo (17/10) que Jair Bolsonaro adote o estilo ‘paz e amor’ para enterrar de vez a ‘terceira via’ nas eleições de 2022.

Ciro, embora tenha ficado apenas em um dígito nessa pré-campanha, como lembrou Dilma Rousseff (PT), foi o pré-candidato que melhor pontuou nas pesquisas da natimorta ‘terceira via’ presidencial.

A Folha assumiu na prática a coordenação da reeleição do presidente Bolsonaro, sem, no entanto, publicizar essa posição. Ela vai continuar mentindo que é um “jornal” isento, independente, plural, suprapartidário, blá, blá, blá.

Diferentemente do Estadão, que, por honestidade intelectual, assumirá que é bolsonarista, a Folha continuará dentro do armário político para engabelar o distinto público.

Veículo de imprensa pertencente ao grupo do PagBank, um banco, a Folha mais do que pedir votos a favor de Bolsonaro terá o papel de desconstruir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no afã de proteger suas especulações financeiras.

A campanha da Folha et caterva será anti-PT e anti-Lula com o intuito de desequilibrar o jogo eleitoral de 2022 a favor de Jair Bolsonaro, por isso a sugestão dela para domesticar o presidente e encaixotá-lo no estilo ‘paz e amor’ durante a campanha.

“Em trégua há mais de um mês com o Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode ter perdido uma parcela de apoiadores mais radicais, mas auxiliares diretos dizem acreditar que sua versão “paz e amor” deve trazer votos da centro-direita na campanha de 2022″, orientou hoje a Folha.

Mais adiante o jornalão revela a tática: “A expectativa é que, caso nenhuma opção da terceira via decole, esse público acabará abraçando Bolsonaro diante da possibilidade da volta do ex-presidente Lula.”

Portanto, adeus Ciro Gomes.

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