Europa propõe proibição de privatizações enquanto Ratinho Junior, em Dubai, tenta vender o Paraná para "fundos abutres"

Europa propõe proibição de privatizações enquanto Ratinho Junior, em Dubai, tenta vender o Paraná para “fundos abutres”

Um dos motivos –talvez o principal– da viagem do governador Paraná, Ratinho Junior (PSD), a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é vender ativos das estatais Copel, Sanepar, Porto de Paranaguá e Ferroeste para os chamados “fundos abutres”. A agenda do inquilino do Palácio Iguaçu já ganhou na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) a etiqueta #DubaiGate.

Ratinho Junior, na farra em Dubai, quer privatizar empresas públicas que prestam serviços essenciais de água, esgoto, energia e transporte de mercadorias mais barato sobre os trilhos que beneficiam 11 milhões paranaenses.

O governador do Paraná vai na contramão do que se discute na Europa, que já experimentou esse fracassado modelo neoliberal.

O Podemos, partido socialista democrático da Espanha, está propondo a proibição da entrada dos “fundos abutres” nos serviços públicos e cortar as privatizações pela metade até 2030, ou seja, a agremiação sugere uma nova estatal para cada setor estratégico.

Na agenda em Dubai, Ratinho Junior tinha reuniões com os controversos “fundos abutres” Mubadala e Abu Dhabi. Ambos são suspeitos de corrupção mundo afora.

Na Espanha, o Podemos apresenta a ampliação da educação pública e gratuita ao mesmo tempo que pretende “proibir qualquer venda de serviços públicos” ou “aumento de participação” neles a fundos de investimento estrangeiros, empresas que eles controlam e grandes multinacionais para que, no final da década, possam “alcançar participação zero dessas empresas” nos benefícios que correspondem à esfera pública.

A proposta espanhola visa que o país tenha um “Estado forte” que possa manter os serviços públicos “universais e de qualidade” e enfrentar “com segurança” qualquer eventualidade sanitária ou climática, de acordo com a experiência “pedagógica” que deixou a pandemia de coronavírus.

Nesta linha, pretende-se que tanto o investimento relativo ao PIB e a proporção de profissionais por 100.000 habitantes, como o salário desses profissionais nas áreas da saúde, educação, sistema público de assistência, serviços sociais e serviços de urgência e emergência sejam superiores a média europeia.

A Secretária-Geral do Podemos, Ione Belarra, avançou sua proposta de estabelecer no horizonte 2030 empresas públicas de energia em todos os setores estratégicos, como eletricidade, telecomunicações, bancos ou indústria farmacêutica.

“Recuso-me a deixar o país mais uma vez se ajoelhar diante do oligopólio da eletricidade. Precisamos dos setores estratégicos sob controle democrático e a serviço do interesse geral, conforme determina o artigo 128 da Constituição”, proclamou.

Ao mesmo tempo, mandou frear a invasão da economia que os fundos de investimento empreendem em nichos de destaque da economia. “Temos que fazer isso antes que seja tarde porque os fundos abutres não têm mais pátria que seus benefícios, nem mais raízes na terra do que sua legislação tributária”, enfatizou.

Enquanto isso, nas arábias, Ratinho Junior chafurda no #DubaiGate.

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