'Ratinho Junior quer o pedágio, mas falhou no projeto de concessão', diz deputado Arilson Chiorato

‘Depois do roubo, pedágio tem que continuar os serviços mesmo sem contrato’, exige deputado

O deputado Arilson Chiorato (PT) disse na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), na terça-feira (19/10), que o governo Ratinho Junior (PSD) tem a obrigação de criar serviços de assistência aos usuários de rodovias depois do roubo de 24 anos do pedágio. “É o mínimo depois de todo esse roubo que teve no pedágio do Paraná”, discursou o parlamentar, que é presidente do PT no Paraná.

Arilson afirmou que o governo tem que garantir roçagem, guincho, ambulância, segurança, sinalização, local para parar, socorro imediato em caso de acidente.

A partir de 28 de novembro próximo, as cancelas de 27 praças de pedágio serão abertas no Paraná porque os contratos vencerão nessa data e o governo –por conveniência pré-eleitoral– deixou de fazer nova licitação. Mas o próximo contrato será pior ainda: mais 15 novas praças e mais 30 anos de roubágio nas estradas do estado.

Após as eleições de 2022, calcula Arilson Chiorato, Ratinho Junior irá anunciar o pedágio mais caro, em mais trecho e por mais tempo. “Um horror”, segundo o parlamentar do PT.

O deputado, que coordenou a Frente Parlamentar sobre do Pedágio, na ALEP, disse que vários serviços ainda não foram licitados pelo Governo do Estado nem pela União, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ou Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que deverão assumir as rodovias a partir do dia 28 de novembro.

Para Arilson, os governos federal e estadual precisam garantir os serviços nas rodovias para garantir a segurança dos usuários. “É o mínimo depois de todo esse roubo que teve no pedágio do Paraná!”, exigiu em inflamado discurso na tribunal.

Arilson Chiorato ainda lembrou que as concessionárias lucraram R$ 10 bilhões a mais do que previsto nos contratos, mesmo assim, após 24 anos de concessão, a contribuição do pedágio no Paraná são obras inacabadas e outras que nem saíram do papel. “Foi o maior roubágio da história da humanidade, o maior pedágio do mundo”, se horroriza o deputado.

Esse inferno do roubágio vai continuar por mais 30 anos depois das eleições de 2022, prevê o petista, adiantando que se avizinha um “novo golpe” da redução nas tarifas para depois o governo arrancar o couro dos usuários das rodovias.

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