A "Geringonça" de Roberto Requião, materializada na Caravana Me Chama Que Eu Vou, reúne lideranças de 13 partidos e algumas dezenas movimentos sociais.

Caravana Requião chega no sábado em Ponta Grossa

Depois de percorrer as regiões do Sudoeste (Francisco Beltrão) e Norte Pioneiro (Jacarezinho), agora a “Caravana Requião, Me Chama Que Eu Vou” chega neste sábado (23/10), às 9h30, no município de Ponta Grossa, região dos Campos Gerais. O evento será no Sindicato dos Metalúrgicos (Avenida Rui Barbosa, 131). O Blog do Esmael vai transmitir ao vivo o encontro para o Brasil e o mundo.

A organização suprapartidária da etapa pontagrossense da Caravana Requião chama a atenção. A deputado estadual Mabel Canto (PSC) disse ao Blog do Esmael que o evento tem o dedo do PSOL, PT, MST, PCdoB, dentre outras entidades partidárias e do movimento popular. Essa “Geringonça” reúne lideranças de 13 partidos e algumas dezenas movimentos sociais.

O Mandato Coletivo do PSOL de Ponta Grossa está engajado na construção da frente de esquerda que vai disputar o governo do estado.

“Derrotar Bolsonaro e Ratinho Junior é a nossa prioridade”, disse ao Blog do Esmael o mandato coletivo do PSOL em Ponta Grossa. A bancada “Mais Coletivo” possui quatro integrantes na Câmara Municipal: Josi Kieras, Ana Paula de Melo, João Luiz Stefaniak e Guilherme Mazer.

Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Paraná, em vídeo, disse que quer conversar com as lideranças de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. Segundo ele, tem pobres comendo ossos e procurando restos de açougue para fazer uma sopa, cozinhando pé de galinha.

“Sem dinheiro, sem condição de alimentar a família; o desemprego enorme, a conta de água, de energia elétrica sobe, e estão colocando pedágio de novo no Paraná”, afirmou Requião. “O preço dos combustíveis está indo para a Lua e, com isso, sobe o preço de tudo.”

“O que está acontecendo com o Brasil que não há uma comoção maior da sociedade diante de um grupo de mulheres catando alimento no caminhão de lixo. Que insensibilidade é essa? Precisamos entender para mudar essa situação”, convocou.

A Caravana Requião chega a Ponta Grossa com uma grave crise no abastecimento de água na cidade, que, de acordo com moradores, o insumo está sendo serviço com bactérias e microcrustáceos.

“Tudo leva a crer que a Sanepar não investiu no tratamento da água de seus reservatórios, nem na captação adequada. Visa apenas lucro e não investe no produto que ela oferece. Mesmo numa pandemia, não poupou esforços para aumentar as tarifas, mas virou as costas para os paranaenses na hora de entregar água de qualidade nas torneiras da população”, criticou o deputado Requião Filho (MDB), que estará na reunião.

Além da piora nos serviços da Sanepar, apesar da tarifa cara, o encontro também debaterá o papel das empresas públicas no desenvolvimento do Paraná. A Copel, Compagás, Porto de Paranaguá, dentre outras companhias, serão temas na Caravana Requião, bem como a implantação de 15 novas praças de pedágio e o fim dos atuais contratos depois de 24 anos.

Sobre a temática do pedágio, o deputado Arilson Chiorato (PT), que coordena a Frente Parlamentar sobre o Pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), disse que está preocupado com esse período de vacância, sem administração das rodovias. Segundo ele, o governo precisa ofertar o serviço de manutenção das estradas, a segurança aos usuários, com guincho e ambulâncias. “Nas licitações que estão expostas pelo DER e DNIT só existe o serviço de manutenção da pista. Estamos preocupados com os outros serviços. Vai chegar o final do ano, as pessoas vão viajar, tem o escoamento da safra também”, afirmou.

Arilson Chiorato, que é presidente estadual do PT no Paraná, é um dos organizadores da Caravana Requião. Ele ainda vai lembrar, na Caravana Requião, a farra recente do governo Ratinho Junior em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ao custo de R$ 6 milhões enquanto o povo disputa osso e cozinha pé de galinha.

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