Fatos e dados sobre a política de preços da direção da Petrobrás, segundo a AEPET

Bolsonaro entre ‘tosse’ e ‘choro’ tenta recuperar aprovação [vídeos]

O presidente Jair Bolsonaro tossiu mais que uma vaca sem dono na live de quinta-feira (14/10). Ao menos dez vezes ele, cof-cof, além de mentir como sempre –é claro.

Mais tarde, Bolsonaro admitiu na “Conferência Global 2021 – Millenium” que chora escondido no banheiro do Palácio da Alvorada.

“Cada vez mais nós sabemos o que devemos fazer. Para onde devemos direcionar as nossas forças. Quantas vezes eu choro no banheiro em casa? Minha esposa [Michelle Bolsonaro] nunca viu. Ela acha que eu sou o machão dos machões. Em parte acho que ela tem razão até”, disse o presidente.

Entre soluços e mentiras, Bolsonaro aproveitou para fazer um “leilão” entre os irmãos fé na igreja Comunidade das Nações.

Novamente, flertando com a velha mídia corporativa, cujos veículos de comunicação pertencem a bancos e fundos de investimento, perguntou se deveria privatizar a Petrobras para conter os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis.

Os combustíveis sobem porque o governo Bolsonaro manteve a política de preços paritários adotada pela estatal em 2016, ainda na época de Michel Temer (MDB), que reajusta os derivados de petróleo de acordo com a variação do dólar e a cotação internacional do óleo. Ou seja, nada tem a ver com privatização ou ICMS.

A rigor, o presidente da República não mexe na política de preços para garantir os ganhos dos especuladores e parasitas que sugam a energia da Petrobras. No entanto, o mandatário quer fazer da privatização seu passaporte para as eleições de 2022.

Na estratégia de manter a recuperação, Bolsonaro tenta também manter o apoio de grupos evangélicos. Religiosos neopentecostais começaram a flertar com o ex-presidente Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto.

Pastores ameaçam abandonar Jair Bolsonaro sob alegação de que ele não cumpriu a promessa de nomear um “terrivelmente evangélico” na vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-advogado-Geral da União, André Mendonça, está na geladeira há três meses. Foi indicado pelo presidente, mas a CCJ do Senado não realizou a sabatina –requisito fundamental para a nomeação na corte.

Bolsonaro tossindo mais que uma vaca sem dono [vídeo]

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Bolsonaro admitindo que chora no banheiro [vídeo]