Em live desta quinta, Bolsonaro deve reafirmar mentiras que contou na Assembleia-Geral da ONU

Em live desta quinta, Bolsonaro deve reafirmar mentiras que contou na Assembleia-Geral da ONU

O Brasil e o mundo contabilizaram ao menos dez mentiras contadas pelo presidente Jair Bolsonaro no discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, na terça (21/09), mas, sem constrangimento algum, o inquilino do Palácio do Planalto deverá reafirmar na noite desta quinta (23/09) todas as falsidades que disseminou em Nova York. Daqui a pouco, às 19h, Bolsonaro realizará sua live semanal para cimentar as estultices abaixo:

1. “Estamos há dois anos e oito meses sem qualquer caso concreto de corrupção”;

2. “Nosso banco de desenvolvimento era usado para financiar obras em países comunistas, sem garantias”;

3. “O Brasil possui o maior programa de investimentos com a iniciativa privada de sua história”;

4. “Nossa moderna e sustentável agricultura de baixo carbono alimenta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”;

5. “Os recursos humanos e financeiros destinados ao fortalecimento dos órgãos ambientais foram dobrados”;

6. “Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% no desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior”;

7. “Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea”;

8. “No último dia 7 de setembro, milhões de brasileiros foram às ruas (…) na maior manifestação de nossa história”;

9. “Nossas estatais davam prejuízos de bilhões de dólares, hoje são lucrativas”; e

10. “As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo”.

Bolsonaro é adepto da máxima segunda qual ‘uma mentira contada mil vezes vira verdade’, mas, se houver uma forte contraposição, esse brocardo se transforma em mais uma fake news.

Na transmissão ao vivo desta quinta, Bolsonaro ainda falará sobre a infecção do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que ficou em quarentena no hotel de NY [Estados Unidos]. Ele também confirmará seu isolamento por uma semana, no Palácio da Alvorada, devido ao contato com seu auxiliar, Queiroga, bem como os demais integrantes da comitiva presidencial, por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No roteiro da live desta quinta, o presidente Jair Bolsonaro também reserva algumas sabugadas para a imprensa, a velha mídia corporativa, que, segundo ele, exagerou ao noticias as manifestações contra sua presença na ONU e que pediam “Fora Bolsonaro” em frente ao hotel que estava hospedado.

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