Auxílio emergencial acaba em outubro, mas Bolsonaro disse que pagou R$ 4,2 mil para 68 milhões de pessoas

Auxílio emergencial acaba em outubro, mas Bolsonaro disse que pagou R$ 4,2 mil para 68 milhões de pessoas

O presidente Jair Bolsonaro disse em seu discurso na ONU, nesta terça (21/09), que pagou R$ R$ 4.256,00 de auxílio emergencial para 68 milhões de pessoas durante a pandemia.

“Concedemos um auxílio emergencial de 800 dólares para 68 milhões de pessoas em 2020”, disse Bolsonaro, sem ficar vermelho.

“Bolsonaro disse que pagou 800 dólares de Auxílio Emergencial. Com o dólar a 5,32, os beneficiários deveriam ter recebido cerca de R$ 4.256 CADA. O povo recebeu esse dinheiro? Bolsonaro é um mentiroso compulsivo!”, retrucou o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), vice-presidente da CPI da Pandemia.

O deputado Enio Verri (PT-PR) avaliou o pronunciamento de Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da ONU como “vergonhoso”.

“Vergonhoso! Bolsonaro mentiu nos 12 minutos de discurso na ONU. Achou que estava falando em suas desastrosas lives. Mentiu sobre inflação, economia, política ambiental e ainda teve o cinismo de dizer que em seu governo não teve corrupção. O Brasil não merece esse vexame mundial”, disse o petista.

O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato a presidente da República pelo PDT, disse que a fala de Bolsonaro saiu “como previsto”. Segundo o pedetista, poucos minutos de discurso na ONU e uma carga de mentiras, mistificações, obscurantismo e hipocrisia que poderia cobrir anos e anos. “Mas este tempo de vergonha tem seus dias contados. Fora Bolsonaro!”, pregou.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), afirmou que Bolsonaro foi para a ONU fazer discurso de “cercadinho”, recheado de fake news e de agressões. Para o governador, o presidente realmente quer o Brasil como “pária internacional”, isolado e sem voz ativa no mundo. “Imenso prejuízo para a nossa economia e para a imagem do Brasil”, lamentou o socialista.

“8̶0̶0̶ ̶d̶ó̶l̶a̶r̶e̶s̶ ̶d̶e̶ ̶a̶u̶x̶í̶l̶i̶o̶ ̶e̶m̶e̶r̶g̶e̶n̶c̶i̶a̶l̶. 42 milhões de brasileiros passando fome”, disse Guilherme Boulos, líder do MTST. “Essa foi, provavelmente, a maior sequência de mentiras em um discurso presidencial na ONU. O Brasil não aguenta mais!”, indignou-se o pré-candidato do PSOL ao governo de São Paulo.

O também pré-candidato ao governo de SP pelo PT, Fernando Haddad, disse que o impeachment teria poupado o Brasil da vergonha na ONU. “Se não fosse por tudo, o impeachment nos pouparia do discurso do ano que vem. Mais um ano disso daí é demais!”

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), considerou como a maior sequência de mentiras o discurso de Bolsonaro. “Essa foi, provavelmente, a maior sequência de mentiras em um discurso presidencial na ONU. O Brasil não aguenta mais!”, exclamou.

Segundo especialistas, o presidente Jair Bolsonaro não aumentará o Bolsa Família e ainda reduzirá o auxílio emergencial, isto é, ele pretende excluir pelo menos 22 milhões de pessoas que recebem o benefício emergencial.

A verdade é que milhões de pessoas que hoje recebem o auxílio emergencial serão completamente abandonadas bem no fim do ano, perto do Natal.

A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, em debate no programa TvPT na Câmara, desmistificou a farsa de Bolsonaro nesta segunda-feira (20/09).

Assista ao vídeo com Tereza Campello