Steve Bannon, estrategista de Trump, após perder na Alemanha, organiza direita internacional na tentativa de manter último bastião no Brasil com Jair Bolsonaro

Após perder na Alemanha, direita tenta manter último bastião no Brasil com Jair Bolsonaro

O Partido Social-democrata (SPD) alemão está para o PT assim como seu líder, Olaf Scholz, está para Lula no Brasil.

O SPD de Scholz obteve 25,7% dos votos e já negociação uma coalizão para governar o país depois de 16 anos da era Angela Merkel, líder do partido de centro-direita União Democrata-Cristã (CDU).

A vitória da centro-esquerda na Alemanha mobiliza a direita internacional, que quer fazer do Brasil como último bastião reelegendo o presidente Jair Bolsonaro. Evidentemente que ela terá de “combinar com os russos”, isto é, com os eleitores brasileiros.

Segundo todas as pesquisas eleitorais sérias do país, Bolsonaro perde no primeiro turno para o ex-presidente Lula.

É neste contexto que o atual mandatário foi pedir ajuda para Steve Bannon, ideólogo e guru de Donald Trump, derrotado em novembro passado nos Estados Unidos.

Os Bolsonaro se encontraram secretamente com o ex-marqueteiro de Trump durante visita a Nova York, na semana passada.

No cardápio para 2022, Jair Bolsonaro irá apresentar aos eleitores brasileiros o seguinte: negacionismo sobre a pandemia da covid-19, questionamento das urnas eletrônicas, intensificar notícias falsas por meio fake news, arregimentação de jovens por meio de jogos eletrônicos, ataques às instituições, jornalistas e imprensa.

Além de Bannon, outro personagem será bastante mencionado nas eleições do ano que vem: Jason Miller, ex-assessor de comunicação do ex-presidente Donald Trump.

Miller esteve reunido com a família Bolsonaro na véspera dos atos antidemocráticos puxado pelo mandatário brasileiro, em 7 de setembro. Chegou a ser preso pela Polícia Federal, quando retornava aos EUA, para ser interrogado no âmbito do inquérito que investiga as milícias digitais no Brasil.

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