Volta às aulas presenciais e híbridas em 17 capitais brasileiras; confira os locais

Volta às aulas presenciais e híbridas em 17 capitais brasileiras; confira os locais

As redes municipais de ensino em 17 capitais brasileiras retornam nesta segunda-feira (2/8) às aulas presenciais, pelo sistema híbrida, deixando o formato remoto pela primeira vez. Confira:

  • Aracaju
  • Belém
  • Brasília (rede distrital)
  • Campo Grande
  • Curitiba
  • Fortaleza
  • Goiânia
  • Macapá
  • Maceió
  • Natal
  • Palmas
  • Recife
  • Salvador
  • São Luís
  • Vitória

Apenas três capitais terão aulas 100% presencial: Porto Alegre (a partir de hoje), Rio de Janeiro e Belo Horizonte enquanto Florianópolis, Manaus, Rio Branco e São Paulo pretendem manter as aulas híbridas, que já vinham acontecendo no primeiro semestre.

Boa Vista, capital de Roraima, resolveu manter o ensino totalmente remoto.

Três capitais brasileiras ainda não decidiram que formato adotarão na volta às aulas: João Pessoa, Porto Velho e Teresina.

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Em nota, sindicato dos professores da rede municipal vê irresponsabilidade da Prefeitura de Curitiba

O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), por meio de nota, condenou a volta às aulas presenciais na capital paranaense considerando uma “irresponsabilidade” da Prefeitura e um “desrespeito” à comunidade escolar. A entidade promete realizar um ato por representação na manhã de terça-feira, 3 de agosto, às 9h, em frente à Prefeitura.

Abaixo, leia a íntegra do manifesto do Sismmac:

Irresponsabilidade e desrespeito no retorno às aulas presenciais

Gestão cita experiência com 100 unidades como exemplo para o retorno híbrido, mas cenários são bem diferentes

A secretaria municipal de Educação está celebrando de forma precipitada e irresponsável a ausência de contágios do novo coronavírus durante a experiência de retorno presencial das 100 unidades do projeto Leia+. E agora usa essa experiência reduzida como justificativa para definir que a rede municipal de ensino siga o mesmo escalonamento das aulas presenciais de fevereiro.

Acontece as 100 unidades com atividades presenciais desde o dia 19 de julho representam uma realidade muito diferente do que será vivido com o retorno de toda a rede de ensino. O desgoverno Greca tenta comparar cenários totalmente diferentes para justificar a reabertura irresponsável da cidade antes de atingir alcançar a vacinação em massa.

Com o retorno efetivo das aulas no modelo híbrido, aumenta a circulação de estudantes e os problemas vão ficar ainda mais evidentes.

E mesmo no cenário dos últimos dias, com poucos estudantes em sala de aula, durante visitas dos sindicatos às unidades escolares, vários exemplos do descaso da gestão ficaram evidentes. Muitas unidades ainda não receberam os EPIs e há vários locais com problemas estruturais que ainda não foram sanados, como a falta de uma rede de Wi-Fi nas unidades para planejamento e atendimento aos alunos que permanecem no ensino remoto.

Diante desse cenário de incertezas, os servidores da educação retornam às aulas em estado de greve. E os sindicatos estão firmes na cobrança pela garantia das condições aos trabalhadores. Considerando o que os trabalhadores vivenciaram no início do ano, quando as unidades educacionais receberam álcool em gel fora da especificação e máscaras de péssima qualidade, os sindicatos vão cobrar da gestão laudos que atestem a qualidade do material fornecido.

Ato por representação
Os trabalhadores da educação definiram a realização de um ato por representação na manhã de terça-feira, 3 de agosto, às 9h, em frente à Prefeitura.

Os trabalhadores vão reivindicar o que a gestão não deu até o momento para os servidores: equipamentos de proteção individual (EPIs) de qualidade, testagem em massa dos trabalhadores e condições para estabelecer o distanciamento social nos locais de trabalho. Ainda faltam EPIS como aventais, luvas, faceshield e máscaras eficazes.

É importante conversar com a comunidade e os colegas sobre esta situação e cobrar condições seguras para o trabalho. Os Sindicatos estão realizando visitas nos equipamentos e reforçamos que ao menor sinal de problemas estruturais nas unidades, casos de testes positivos entre estudantes e trabalhadores e descumprimento das medidas de segurança entre em contato com canal de denúncia pelo WhatsApp (41) 99988-2680. Com essas informações podemos cobrar a gestão!

Orientações da Prefeitura [de Curitiba] para o retorno escalonado
Na segunda-feira (2/8), o retorno é conforme já foi divulgado para todas as 415 unidades da rede: os nonos e oitavos anos (Ciclo IV) e quintos e quartos anos (Ciclo II). Na educação infantil, voltam às unidades as crianças dos prés I e II e único, bem como os do Maternal II.

A partir do dia 9, retornam os mais novos, 1º ao 3º e 6º e 7º e os pequenos do berçário e Maternal I (que só voltariam dia 16).

Fonte: site da Prefeitura de Curitiba