Requião Filho: O curioso caso do Estado que vendeu sua estratégica empresa e passou a comprar os seus serviços.

Requião Filho aponta prejuízo para o Paraná com privatização da Copel Telecom

Suspeita de que comprador da estatal teria atrasado o pagamento acende sinal vermelho na negociação

Denúncias sobre um suposto atraso no pagamento da licitante que comprou a Copel Telecom motivaram, no mês passado, o deputado Requião Filho (MDB) a protocolar um pedido de informações, no intuito de compreender detalhes sobre a venda da estatal e esclarecer os fatos. Na última semana, o documento de resposta foi encaminhado ao parlamentar, negando qualquer problema com o pagamento e justificando que tudo vem ocorrendo dentro dos procedimentos legais acordados no certame.

“Havia essa desconfiança, mas já foi esclarecida. O sentimento apenas que fica ao paranaense é de que o Governo fez um péssimo negócio e perdeu uma de suas empresas parceiras altamente lucrativa, que desenvolvia uma estratégica função comercial e social, ligando via fibra ótica todos os municípios do Estado. Além disso, era uma empresa que se colocava como uma excelente opção para o mercado e agora vai custar caro aos paranaenses”, lamentou Requião Filho.

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De fato, a empresa sempre se mostrou muito lucrativa e prestava um dos melhores serviços do Brasil. Mas agora, como empresa privada, o foco certamente não será o de suprir os interesses do setor público e vai custar caro para a população. Ao todo, a Copel Telecom possui 33 mil quilômetros de fibra ótica, 260,2 mil acessos de banda larga fixa no Paraná e está presente nos 399 municípios paranaenses.

Conforme o documento encaminhado, a empresa ganhadora da licitação, após cumpridas as exigências contratuais e de seu fechamento, passará a controlar a Copel Telecom. Mesmo sem nenhuma irregularidade apresentada até o momento, o deputado segue discordando desta operação alegando ser uma grave falha estratégica para o Estado, uma vez que, num futuro próximo, o Paraná terá que pagar caro pelos serviços que antes estavam inseridos nas políticas públicas.

“Não consigo compreender como um Governo vende uma empresa com posição consolidada no mercado, para depois contratar seus serviços e atender as demando do próprio Estado do Paraná. Foi um tiro no pé. Se colocarmos na ponta do lápis, em breve estaremos pagando à empresa valor similar ao que ela pagará ao Estado pela compra da empresa. Ou seja, entregamos algo muito valioso e herdamos uma conta que jamais terá fim”, concluiu.