Volta do horário de verão é exigida por empresários do turismo

Fim do horário de verão, única “obra” de Bolsonaro, pode cair por falta de apoio da população e do comércio

Em baixa, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não consegue mais nem pôr fim ao horário de verão. Ele admitiu que poderá retomar o horário especial, se a população apoiar a medida.

Bolsonaro acabou com horário de verão no início de seu governo, em 2019, sob o argumento [falso] de benefício econômico, o que sempre foi contestado sobretudo por comerciantes e o setor de turismo.

Em entrevista a uma rádio do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (02/08), Bolsonaro disse que se comprovou, realmente, que não aumentava o consumo de energia, que era o ponto focal, principal, da existência do horário de verão. “E até o momento, eu vejo que continua a maioria da população contrária ao horário de verão. Se a maioria mudar de posição, eu sigo a maioria. Sou democrata, sigo a maioria”, afirmou à emissora de rádio ABC.

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A ABRABAR (Associação de Bares e Restaurantes) vem há meses pedindo o retorno do horário de verão ainda em 2021. O setor garante que o horário de verão impacta positivamente nos negócios porque adiciona uma hora para receber turistas e clientes, apesar de não ter grande impacto no consumo de energia.

“Sei que para alguns setores aumenta o faturamento, porque as pessoas fica mais tempo frequentando o comércio. Isso a gente pesa aqui também. No momento não tem clima, apoio popular para a gente voltar o horário de verão”, disse o presidente na entrevista.