Político também participa de “olimpíada” de 4 em quatro anos

Você sabia que político também participa de “olimpíada” de 4 em quatro anos?

Não são apenas atletas de alto rendimento que participam de olimpíada, a exemplo dessa de Tóquio 2020, em atraso por causa da pandemia. Os políticos também, de quatro em quatro anos, precisam suar a camisa atrás de voto.

Se copa do mundo de futebol e olimpíada são coisas sérias, eleição também o é.

Na crônica política, muitos falam em “maratona eleitoral”. A palavra maratona é que originou a instituição da olimpíada na antiguidade, pelos gregos. Dizem que surgiu por volta de 2.500 A.C., por iniciativa o herói da mitologia Hércules, em homenagem a Zeus.

Além da corrida, a maratona, existiam também as seguintes modalidades: 1) salto, 2) lançamento de disco, 3) lançamento de dardo, 4) corrida, 5) luta, 6) bigas, e 7) quadrigas. Essas duas últimas modalidades envolviam carros com dois e quatro cavalos.

Nesses tempos modernos, a olimpíada deixou de ser atividade somente de “atleta” e de “político”. Estudantes também participam de competições como olimpíada de informática, olimpíada de matemática [ou olimpíada canguru], olimpíada de física, etc.

Dito isso, apesar das ameaças do presidente Jair Bolsonaro, de que não vai ter eleição, o TSE disse que tudo não passa de mais uma notícia falsa do mandatário. Ou seja, haverá olimpíada, ops!, eleições no ano que vem [2022].

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Eleição é coisa tão séria quanto olimpíada e Copa do Mundo.

Na antiguidade, a olimpíada servia para contar o tempo –assim como a eleição no Brasil. Por exemplo, ‘Apolo completou hoje 5 olimpíadas [50 anos]’ –ou, na atualidade, ‘não vejo aquele amigo desde a primeira eleição presidencial pós-redemocratização [1989, portanto, há 32 anos]’.

Muitos perguntam se o correto é falar “olimpíada”, no singular, ou “olimpíadas”, plural.

A meu ver, as duas formas estão corretas, mas no singular fica melhor, pois imagine Apolo informando que ele está fazendo nesta data querida “cinco olímpiada” [sic] de idade… Não iria ficar bem. Seria um espancamento no vernáculo.

Se na maratona esportiva os participantes que chegam nos primeiros lugares ganham medalhas [ouro, prata e bronze], na política o vencedor e os menos votados [suplentes] recebem um diploma, antes da posse. O campeão é agraciado com uma coroa de louros enquanto o eleito herda faixa presidencial… São atos simbólicos semelhantes.