Bolsonaro dá 'abraço de tamanduá' em general Ramos

General Ramos se diz ‘em choque’ após ser ‘atropelado’ pelo capitão Bolsonaro

O general da reserva Luiz Eduardo Ramos, ministro da Casa Civil, disse que foi surpreendido com sua demissão anunciada nesta quarta-feira (21/7), via imprensa, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Eu não sabia, estou em choque. Fui atropelado por um trem, mas passo bem”, declarou o militar ao Estadão.

O general em choque é um caso raro em que o subordinado, um capitão, atropela seu superior –desrespeitando a hierarquia.

“O presidente é ele, eu sou soldado, cumpro missão. Aprendi, em 47 anos de vida militar, que soldado não escolhe missão. Se ele me der outra no governo, eu aceito”, despistou Ramos, ainda magoado com a humilhante defenestração.

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General Ramos foi demitido para acomodar o Centrão. No lugar o militar o presidente nomeou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um fervoroso lulista até semana passada.

“Se ele me der outra no governo, eu aceito”, rastejou-se o ex-ministro, à espera de um cargo de titular na Secretaria-Geral da Presidência. No entanto, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) se agarrou à cadeira como o carrapato se segura na pelagem do gado.

Ramos acredita que foi preterido por motivos políticos, para acomodar o Centrão. “É assim que funciona”, resigna-se o general quatro estrela, que entrou na reserva justamente para ajudar Bolsonaro.