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Globo não conseguiu entregar manifesto contra a Copa América no Brasil

Os veículos de comunicação da Rede Globo, liderados pela TV, não conseguiram entregar na noite desta terça-feira (8/6), após Brasil e Paraguai, um manifesto de jogadores e comissão técnica contra a realização da Copa América no país a partir de domingo (13/6).

Capitão na vitória sobre o Paraguai por 2 a 0 –em partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo– e um dos principais líderes da atual geração da seleção brasileira, Marquinhos falou em nome do grupo com a imprensa.

“A gente sabe de todo o contexto da Copa América. Então, a gente discutiu muito nesses dias, interna e externamente. A gente vê tudo que as pessoas falam sem saber das verdades. Em momento algum a gente negou vestir essa camisa, porque isso aqui é nosso sonho de criança, então é o maior orgulho estar vestindo essa camisa”, disse.

O zagueiro da seleção também negou que tenha sido cogitado, em algum momento, a desistência de disputar a Copa América.

“Mas quem falou que o momento era de não jogar (a Copa América)? A gente entende o trabalho de jornalistas e repórteres, mas eles têm que ter muito cuidado com as informações que eles passam, principalmente porque depois a gente é julgado por coisas que não são os fatos verdadeiros. Isso aqui é nosso sonho de criança, estar vestindo a camisa da seleção brasileira. Esse é o nosso orgulho, um dos maiores orgulhos para mim. Em momento algum a gente disse que se recusaria a vestir essa camisa. Temos que ter muito cuidado. A gente respeita muito o trabalho, mas eles não podem afirmar uma coisa assim, onde nem sabem se é verdade ou não.”

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Marquinhos minimizou o afastamento de Rogério Caboclo por 30 dias do comando da CBF. O cartola foi acusado de assédio sexual por uma funcionária da entidade:

“Não (influenciou). Penso que a gente sabe da gravidade do assunto. É um assunto muito delicado, então não cabe a nós julgar ou falar algo a mais. As pessoas que precisam julgar o caso já fizeram o que tinham que fazer. Vamos deixar isso para eles focar no que a gente tem que fazer, que é jogar bola e ganhar os jogos importantes”, disse.

O capitão da seleção brasileira, no jogo contra o Paraguai, ainda negou que os atletas tenham envolvimento com as questões políticas.

“Creio que cada um tem sua opinião. Todos têm liberdade de se expressarem politicamente. Não vem ao caso nesse momento, ainda mais com a camisa da seleção brasileira. Se cada um quiser se expressar politicamente, que faça isso no momento em que estiver em sua casa, no seu momento pessoal.”

Na prática, as declarações de Marquinhos frustraram as expectativas da TV Globo, que, ao logo dos últimos dias, anunciara um manifesto ou pronunciamento mais forte de jogadores e comissão técnica contra a realização da Copa América no Brasil.

A Globo ficou bastante contrariada com a competição da Conmebol porque os direitos de transmissão pertencem ao SBT do empresário Silvio Santos, sogro de Fábio Faria, ministro das Comunicações no governo Jair Bolsonaro.

Note o caríssimo leitor que a TV Globo não se preocupa com a hipótese de contaminação pelo vírus nos eventos esportivos que ela detém os direitos exclusivos de transmissão, a exemplo das próprias Eliminatórias da Copa do Mundo, do Brasileirão, etc.

Resumo da ópera: tem azeitona debaixo dessa farofa.