Abdala, segunda vacina cubana contra Covid-19, alcança 92% de eficácia em três doses

A vacina candidata Abdala, desenvolvida por Cuba para combater a Covid-19, tem eficácia de 92% com a aplicação de três doses, informou nesta segunda-feira (21) o laboratório BioCubaFarma, responsável pelo desenvolvimento do imunizante. O anúncio ocorre apenas dois dias depois de as autoridades científicas anunciarem que a Soberana 2, outra vacina candidata de Cuba, que também concluiu as três fases de testes, atingiu uma eficácia de 62% com duas das três doses previstas.

“A vacina candidata #Abdala da @CIGBCuba apresenta eficácia de 92,28% em seu esquema de 3 doses. #CubaEsCiencia (Cuba é ciência)”, afirmou o laboratório no Twitter.

LEIA TAMBÉM
CPI da Covid suspeita de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin

A terra é plana: Osmar Terra depõe hoje na CPI da Covid; acompanhe ao vivo

Adeus, Eletrobrás pública: Câmara aprova privatização da estatal de energia; vem aí os apagões

Pouco antes da divulgação desse resultado, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, tuitou que o sucesso da Abdala “multiplicará o orgulho” do país. Cuba trabalha há 13 meses em cinco projetos de vacina contra o coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) exige uma eficácia de pelo menos 50% para que um imunizante seja aceito. Havana informou que em algumas semanas esperm pedir à autoridade reguladora a permissão para o uso emergencial de suas vacinas.

O anúncio acontece no momento em que a ilha passa por um forte surto da doença. Esta segunda-feira foi um dos seus piores dias em termos de infecções detectadas, com 1.561 casos positivos. Desde o início da pandemia, foram registrados 169.365 casos e 1.170 mortes.

Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver seus próprios medicamentos na década de 1980. Das 13 vacinas que compõem seu programa de imunização, oito são produzidas localmente.

Por RFI, com informações da AFP