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À CPI, deputado Luís Miranda pede a prisão de Onyx Lorenzoni

O deputado Luis Miranda (DEM-DF), em ofício à CPI da Covid, pediu nesta quinta-feira (24/6) a prisão do ministro Onyx Lorenzoni e de Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

O parlamentar solicita ao presidente da comissão de investigação, senador Osmar Aziz (PSD-AM), pede que se apure se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandou Onyx disparar “ameaças” contra ele e seu irmão.

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“Cientes de que toda a máquina estatal foi conclamada pelo ministro Onyx com o intuito de mostrar força e ameaçar as testemunhas convidadas por essa CPI, serve a presente para querer que se digne Vossa Excelência determinar a prisão de ambos, o Sr. Onyx Lorenzoni e o assessor da Casa Civil Élcio Franco, que deverão ser processados sob as penas do art. 344 do Código Penal brasileiro, bem como determinar que a Procuradoria-Geral da República venha a apurar se os autores da ameaça o fizeram a mando do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que foi citado como o ‘traído’”, escreveu o parlamentar.

Miranda e o irmão dele –Luis Ricardo Miranda– são testemunhas da CPI e alega ter sido coagido na véspera da oitiva, motivo que também pediu prisão do ministro Onyx Lorenzoni e do assessor da Casa Civil Élcio Franco. Os irmãos Miranda serão ouvidos pela comissão na próxima sexta-feira (25/6).

Na noite de quarta (23/6), em entrevista à GloboNews, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, adiantou que poderia requerer a prisão de Onyx por coação à testemunha da comissão. “Vamos pedir a convocação dele e, se ele continuar a coagir a testemunha, vamos requisitar a prisão dele.”

Leia trecho do ofício à CPI

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Fac-símile de ofício do deputado Luis Miranda à CPI da Covid