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Rui Pimenta: “A esquerda tem que parar de se esconder debaixo da cama” [vídeo]

  • Ato de 1º de Maio: uma vitória contra o golpe e o fascismo
  • Cerca de 2 mil pessoas tomaram às ruas no maior ato do ano de 2021.

O ato nacional de 1º de Maio, ocorrido nesse sábado, foi responsável por reunir cerca de 2 mil pessoas, entre militantes políticos e trabalhadores, que marcharam da Praça da Sé ao Theatro Municipal, em São Paulo, mostrando que na prática a rua pertencente à classe trabalhadora.

O maior ato da esquerda desde o começo da pandemia

A manifestação tornou-se a maior realizada desde o início da pandemia por parte da esquerda. Para os milhares de manifestantes vindos de todas as partes do país que ocuparam o centro de São Paulo, o desejo de lutar contra o golpe de estado e em defesa dos direitos dos trabalhadores era muito maior que a pressão da burguesia para a não realização do ato.

Como não bastasse ser uma expressiva mobilização política, o ato serviu para se contrapor diretamente ao ato virtual organizado pelas centrais, que tinha como participante os maiores inimigos da classe operária, como Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

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Rui Costa Pimenta, presidente do partido discursou na Praça da Sé colocou o problema de mobilizar a esquerda e tirar à esquerda de casa e tomar as ruas contra o governo. Conclamou a quebra das patentes das vacinas e exigiu um auxílio emergencial de 1 salário mínimo.

Milhares de pessoas de norte ao sul do País

A mobilização para o 1º de maio foi um enorme sucesso. De todas as regiões do país, dezenas de pessoas se mobilizaram rumo a São Paulo para participar da manifestação. Nas diversas imagens da manifestação, pode-se notar a presença de organizações como os Comitês de Luta de Curitiba e Região, Comitês de Luta do interior de São Paulo e do Nordeste do país. Além disso, organizações como a Frente Nacional de Luta (FNL), liderada por José Rainha, Partido Operário Revolucionário (POR), Liga Operária Internacionalista (LOI), militantes do PT, FUP, CUT entre outras organizações, também se fizeram presentes na manifestação.

Outro destaque, quando trata-se da presença na mobilização, foi de figuras como André Constanti, militante do PT e um dos líderes nacional do movimento em defesa da população pobre contra a repressão policial; padre Júlio Lancelotti, conhecido por ter ido pessoalmente destruir as pedras colocadas pelo governo do PSDB em São Paulo, que impediam que os moradores de rua tivessem um local para dormir, além de promover ações sociais; Charles, presidente do diretório zonal do PT em São Paulo, entre outros.

A presença de todas estas organizações revela o impulso cada vez maior por parte da base de trabalhadores que compõe os partidos da esquerda em direção a real luta contra o regime golpista.

Justamente por isso, um ponto importante de todo este primeiro de maio é que esta foi uma mobilização da qual não fora convocada oficialmente por nenhuma grande organização da esquerda brasileira. Este dado, mostra que mesmo que a as direções da esquerda pequeno-burguesa não se mostram dispostas a mobilizar ninguém, mas sim, se aliar com a burguesia golpista, a classe trabalhadora está totalmente disposta a lutar nas ruas.

Esta situação política é percebida na forte recepção ao ato chamado majoritariamente pelo Partido da Causa Operária, e que movimentou pessoas de todas as regiões do país.

Os trabalhadores mostram de quem é as ruas

Outro ponto importante é o problema da mobilização política nas ruas neste 1º de maio. As organizações de esquerda chamaram pelo segundo ano consecutivo um “ato” virtual, ou seja, um evento feito meramente para setores da classe média direitista, que de brinde poderia ouvir os principais líderes do golpe de Estado e inimigos da classe operária. Contudo, o PCO organizou por mais um ano um chamado as ruas, que desta vez saltou dos 100 participantes do ano anterior para cerca de 2 mil pessoas no centro de São Paulo. Este feito, fez com que não só o ato de 1º de maio fosse garantido como uma forma de luta da classe trabalhadora, mas como também as ruas não fossem entregues para a extrema-direita.

Do outro lado da cidade, a extrema-direita organizou um ato fascista em defesa do governo genocida de Bolsonaro e pela ditadura militar. A manifestação que contou com o financiamento dos capitalistas e da polícia militar, que impediu a realização da manifestação da esquerda no local.

Se não fosse a manifestação dos trabalhadores, o 1º de maio nacional iria ser tomado pela extrema-direita fascista. Porém, com a organização do 1º de maio na Praça da Sé as ruas foram tomadas pela classe trabalhadora, mostrando que a população é a sua verdadeira dona.

Por fim, a mobilização mostrou o caminho a ser seguido e serviu para dar um importante ponta pé inicial para o retorno da mobilização nas ruas contra os ataques da direito. O primeiro passo foi dado, o 1º de maio foi fundamental para impulsionar o movimento dos trabalhadores, agora é necessário continua-la, mobilizando cada vez mais a população para por abaixo o governo Bolsonaro e garantir a candidatura de Lula.

As informações são do site da Causa Operária