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Bolsonaro também fez mal para a cachaça: falta pinguço e quem compre a bebida no País

O presidente Jair Bolsonaro também levou a depressão econômica para o consumo e venda da cachaça.

Segundo o Globo Rural, o mercado da cachaça foi reduzido em 23,8% no Brasil e teve o pior resultado em cinco anos.

Dentre os principais motivos para a crise, segundo Instituto Brasileiro da Cachaça, também estariam o fechamento de bares e restaurantes durante a pandemia e a alta carga tributária.

O mercado de Cachaça no Brasil no ano passado ficou em 399 milhões de litros, afirma o Instituto da Cachaça.

Apesar da discussão acerca da carga tributária, a falta de pinguço no País tem mais a ver com o desemprego, salário e renda, que fizeram desaparecer o consumidor.

O fenômeno que se vê na cadeia produtiva do “álcool alimento” também se vê nos shopping centers, boutiques, enfim, falta dinheiro em circulação na economia brasileira.

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Reduzir a queda do consumo da cachaça e de alimentos à carga tributária –PIS, COFINS, ICMS e IPI– é de uma burrice atroz, para não dizer criminosa.

Fora de pinga.

Quando o mercado estava aquecido, nos governos anteriores a Bolsonaro, quem se lembrava da existência de impostos? E o que dizer os supersalários dos trabalhadores durante o período do pleno emprego? Alguém se recordava do peso dos direitos trabalhistas e previdenciários na hora de contratar? Não, não e não.

Consumo não tem nenhuma relação com impostos. Pelo contrário. O que determina o mercado de compra e venda, oferta e procura, são a massa salarial e a capacidade de crédito.

Portanto, é falsa essa discussão sobre carga tributária. É preciso emprego e salário para o povo. Esses dois ingredientes são mais que suficientes para a volta do consumo no País.