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Bolsonaro reivindica o “direito de aglomerar” após as manifestações por seu impeachment

O presidente Jair Bolsonaro tem duas linhas ideológicas para atuar daqui em diante em relação à oposição e à CPI da Covid: 1- ele quer o direito de aglomerar após as manifestações que pediram seu impeachment e 2. negar o gigantismo dos protestos ocorridos no sábado (29/5) em cerca de 300 cidades do Brasil e do exterior.

Além de dizer que a esquerda legitimou seu direito de aglomerar, o presidente avaliou com positiva a manifestação da oposição porque polarizou entre ele [Bolsonaro] e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A polarização está consolidada. A terceira via vai se dividir em muitas candidaturas. Como se diluem as candidaturas, a tendência é Lula e Bolsonaro no segundo turno”, disse à Folha o líder de Bolsonaro na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR).

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Mais cedo, o Blog do Esmael anotou que das manifestações de 29 de maio surgiram ganhadores e perdedores. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e a terceira via saíram perdendo porque as ruas polarizaram Bolsonaro x Lula.

Entre os ganhadores estão Lula, o líder do MTST, Guilherme Boulos, e o presidente Bolsonaro.

Na linha do negacionismo, Barros disse que não achou grande coisa as manifestações. Segundo o líder de Bolsonaro na Câmara, as esquerdas e movimentos sociais fizeram a mesma coisa [aglomerar] que acusam o presidente fazer na pandemia.

“Se o povo sai às ruas em meio a pandemia é porque o governo é mais perigoso que o vírus”, respondem os líderes oposicionistas.