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Bernie Sanders sugere cortar US$ 4 bilhões em ajuda militar a Israel por violações a direitos humanos em Gaza

O senador democrata Bernie Sanders, do estado de Vermont, sugeriu neste domingo (16/5) que os Estados Unidos cortem US$ 4 bilhões por ano em ajuda militar a Israel por causa de violações aos direitos humanos.

Sanders, que controla a poderosíssima comissão de orçamento do Senado, disse é ilegal a ajuda dos EUA para apoiar violações dos direitos humanos em Gaza.

O parlamentar democrata ficou muito tocado com 192 mortos com os ataques israelenses, incluindo 92 mulheres e crianças, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.

“A devastação em Gaza é inescrupulosa. Devemos exigir um cessar-fogo imediato. A matança de palestinos e israelenses deve acabar. Devemos também examinar com atenção os quase US$ 4 bilhões por ano em ajuda militar a Israel. É ilegal a ajuda dos EUA para apoiar violações dos direitos humanos”, disse Sanders.

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A deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez, representante da cidade de Nova York, também emparedou o presidente Joe Biden. O mandatário americano, que é democrata, disse neste sábado que Israel teria direito de se defender dos palestinos.

“O presidente Biden e muitas outras figuras esta semana afirmaram que Israel tem o direito de se defender, e este é um sentimento que ecoa neste órgão. Mas os palestinos têm o direito de sobreviver?”, questionou Ocasio-Cortez em discurso na Câmara.

Bernie Sanders, de origem judia, disse a uma emissora de TV americana que é preciso uma política imparcial, que proteja a segurança de Israel. Segundo o senador de esquerda, eles [israelenses] têm o direito de viver em paz e segurança sem ataques terroristas, mas as pessoas nos territórios palestinos também têm o direito de viver em paz e dignidade.

As palavras de Sanders têm peso nos EUA por dois motivos: 1. ele tem influência na base política do Partido Democrata e nos movimentos sociais americanos, a exemplo do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), e 2. preside a Comissão de Orçamento no Senado.

Aliás, o Black Lives Matter se manifestou em suas redes sociais a favor dos palestinos: “Não se pode defender a igualdade racial, LGBT e direitos das mulheres, condenar regimes corruptos e abusivos e outras injustiças, mas preferir ignorar a opressão palestina. Não faz sentido.”

De acordo com o instituto de pesquisa Gallup, 53% dos democratas [partido que está no poder] achavam que os EUA deveriam pressionar os israelenses a fazerem concessões, em vez dos palestinos. A título de comparação, em 2008, esse percentual era de 33%.