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William Bonner teve ontem os 12 minutos mais tensos no Jornal Nacional

  • Telejornal da Globo também anunciou que ministro Edson Fachin jogou a tolha ao deixar a 2ª Turma do STF

O jornalista William Bonner, o Jornal Nacional, teve nesta quinta-feira (15/4) os 12 minutos mais tensos que já viveu na TV Globo. Explica-se: foi o tempo que durou a reportagem sobre a confirmação pelo Supremo Tribunal Federal, o STF, da anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por oito votos a três, o STF rejeitou o recurso da Procuradoria-Geral da República, que contestava a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações do ex-presidente Lula impostas pela Lava Jato. Com esse resultado, Lula recuperou o direito de se candidatar nas eleições de 2022.

Suando frio, Bonner conseguiu segurar a franga nos primeiros 20 segundos e não perdeu a pose –diferente de seu colega de emissora, Pedro Bial, que disse precisar de um detector de mentira para entrevistar Lula.

Na sequência, a reportagem apoiou-se na “nota cobertura” –com o jornalista Marcos Losekann falava em off enquanto mostrava imagens–por incríveis 10 minutos.

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O plenário do Supremo entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba e, por consequência o ex-juiz Sergio Moro, eram incompetente para julgar quatro processos de Lula – o sítio de Atibaia, o triplex do Guarujá, e os ligados ao Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo – e determinou que as ações fossem remetidas para a Justiça Federal em Brasília.

William Bonner usou um minuto e 10 segundos para fechar os 12 minutos.

Em síntese, o apresentador do Jornal Nacional que se portou nos últimos sete anos como carrasco do ex-presidente disse textualmente que, com esse resultado, “Lula recuperou o direito de se candidatar” –palavras que Lula espera ansiosamente ouvir da boca de Bonner.

No fechamento da matéria, como se estivesse desligando a luz, William Bonner leu uma nota dos advogados de Lula e a informação de que o ministro Edson Fachin, relator dos casos da Lava Jato na 2ª Turma do STF, jogou a toalha e pediu para ir para a 1ª Turma do tribunal no lugar do colega Marco Aurélio Mello –que vai se aposentar no próximo dia 5 de julho.