Velha mídia saúda manifesto dos sem-voto contra Lula e Bolsonaro

A Folha de S. Paulo está entre aqueles que buscam um “centro” contra a polarização Bolsonaro e Lula em 2022, por isso o jornalão saudou em editorial deste domingo (4/4) o manifesto dos sem-voto, subscrito por Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB-SP), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Amoêdo (Novo), Luciano Huck (Globo) e Luiz Henrique Mandetta (DEM). Generosamente, se somar todos, eles não chegam 20% das intenções de voto.

Embora postulem o rótulo de “centro” são de direita esses políticos que assinaram o “manifesto em favor da democracia” cujo conteúdo ficou mais vago que o Maracanã durante a pandemia. Teve o objetivo político de se reunir contra Bolsonaro e Lula.

Ora, defender a democracia nesses tempos bicudos significaria defender a soberania –contra as privatizações; aumentar os auxílio emergenciais para desempregados e informalizados; proteger os serviços públicos; criar frentes de trabalho; usar a capacidade ociosa das indústrias para produzir vacinas; testar e fazer vacinação em massa; assegurar o lockdown como medida para conter o avanço do vírus.

O manifesto da direita –supostamente em defesa da democracia– foi uma tentativa de golpe que não colou.

`Portanto, essa mobilização contra o tal golpe militar não passou de um bode colocado na sala pela velha mídia com intuito de formar uma frente ampla contra o presidente Jair Bolsonaro, desde que ela [frente ampla] mantivesse a atual política econômica antinacional, antipovo e antidemocrática.

Os sem-voto saudados pela Folha e a velha mídia corporativa simplesmente emprestaram um rosto para o “mercado”, que não passa de meia dúzia de banqueiros e especuladores. Nesse rol está o jornalão paulistano, que há muito tempo deixou de fazer jornalismo para fazer lobby. A Folha é um banco, não um jornal –mas engana bem.

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