Sem vacinas, pandemia desempregou quem ganha de meio a 1 salário mínimo

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho atestou que os mais pobres são os que mais sofreram com o desemprego na pandemia durante o ano passado.

Sem vacinação em massa, os trabalhadores com renda entre meio e 1 salário mínimo foram os que mais perderam vagas formais em 2020.

Segundo a Secretaria, foram defenestrados 153,6 mil postos em 2020.

Em 2018 e 2019, essa mesma faixa de meio a 1 salário mínimo foi a que mais criou empregos no período. Ou seja, nesses dois anos anteriores à pandemia e às reformas [trabalhista e previdenciária] foram criados 334.876 novos empregos.

Interessante destacar que a faixa entre 1,01 a um salário e meio liderou a criação de vagas nos últimos anos. Em 2020, essa faixa salarial foi a única que criou postos de trabalho, junto com a de 1,51 a 2 salários mínimos.

Note o caríssimo leitor que, sem vacinas, os mais pobres são os que mais penam na crise.

O governo do presidente Jair Bolsonaro, além de atrasar a vacinação, ainda diminuiu o alcance do auxílio emergencial. Se no início da pandemia o valor era de R$ 600 cada parcela, agora, em 2021, serão quatro parcelas com valores que variam entre R$ 150 e R$ 375.

Também chama a atenção a redução de beneficiários. No ano passado eram 67 milhões de pessoas, este ano serão apenas 23 milhões –apesar do avanço da doença e da sua letalidade.

A política de ajuda do governo praticamente não existe, se comparada com outros países —a exemplo os EUA.