feder adeus querido

Secretário da Educação do Paraná recebe “aviso prévio” nesta quarta-feira

  • APP-Sindicato e UPES fazem ato protocolar “Fora Feder” diante do Palácio Iguaçu
  • Manifestações em Curitiba e no interior do Paraná denunciam autoritarismo do secretário da Educação na próxima quarta-feira (7)

As entidades educacionais paranaense levarão até o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, um “aviso prévio” nesta quarta-feira (7/4).

O governador Ratinho Junior (PSD) estuda o melhor momento para substituir o empresário paulista dublê de gestor educacional. Uma das apostas no Palácio Iguaçu é a Professora Doutora Fabiana Campos, ex-superintendente da Secretaria de Estado da Educação (SEED) entre 2015 e 2017.

Enquanto a batata do ainda secretário assa nos bastidores palacianos, nas ruas as palavras de ordem serão “Queremos Paz na Educação” e “Fora Feder”. O protesto desta quarta irá mobilizar profissionais da Educação e estudantes em todo o Paraná, com fixação de faixas nos prédios, praças e viadutos das cidades sedes dos 32 Núcleos Regionais de Educação e um ato protocolar em Curitiba, às 10h no Palácio Iguaçu, sede do Governo Estadual.

“Vamos estender faixas para fazer a denúncia do autoritarismo do secretário e entregar um documento, cobrando da Casa Civil que haja diálogo com a categoria e com os estudantes, já que o secretário da Educação não recebe ninguém”, adianta Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato.

Feder aplica na Secretaria de Educação do Paraná um modo de gestão inspirado no autoritarismo, com traços totalitários, onde não há diálogo, nem respeito às normas instituídas. O presidente da APP-Sindicato lembra que foi assim, por exemplo, com a exoneração de professores PSS em dezembro de 2019.

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“Isso foi feito sem qualquer processo, sem respeito com as pessoas que tiveram seus nomes expostos de forma pública. A APP-Sindicato teve que fazer uma luta em pleno período natalino, com ajuda do Ministério Público do Trabalho, insistindo para o secretário corrigir aquela injustiça. Ele teimou, orientando as escolas a implantarem uma medida ilegal, conforme depois o Tribunal de Justiça reconheceu e determinou que fossem reintegrados aqueles professores”, recorda Hermes Leão.

Correndo livre no Governo Ratinho, o autoritarismo de Feder agora se manifesta na alteração da Matriz Curricular do Ensino Médio, com decisões equivocadas tomadas mais uma vez sem debate com os profissionais, nem com os estudantes, desrespeitando inclusive o papel importante do Conselho Estadual de Educação.

“Isso demanda que a gente coloque de forma pública a denúncia de que essa gestão não tem condições de continuidade, devido à destruição que vai deixando no sistema educacional paranaense, que era considerado um dos melhores do Brasil”, afirma Leão.

O presidente da APP-Sindicato observa que não é possível fazer educação de qualidade sem diálogos em vários níveis.

“O secretário Renato Feder faz uma gestão de mando, que não se coaduna com o Estado Democrático de Direito. Então vamos cobrar da Casa Civil e do governador Ratinho Jr que o Governo do Estado volte à sensatez e retome o diálogo com trabalhadores da Educação e estudantes”, explica Hermes Leão.

Renato Feder está entre os empresários paulistas que, entre 2014 e 2016, financiaram aqueles materiais de campanha “Adeus, Querida!” para desgastar e provocar o impeachment da então presidenta Dilma Rousseff. As peças eram usadas sobretudo nos estádios durante os jogos da Copa do Mundo. Agora, sete anos depois, ironicamente, a APP-Sindicato irá exibir o mesmo tipo de material para Feder: “Adeus, Querido!”

Moral da história: aqui se faz, aqui se paga.