O Brasil paralisa com a prisão de Dr. Jairinho enquanto Bolsonaro amplia a corrupção no País

A prisão do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), no Rio, paralisou o Brasil nesta quinta-feira (8/4) enquanto o presidente Jair Bolsonaro acelera –em conluio com a velha mídia corporativa– a privatização de ativos por meio de concessões suspeitíssimas.

Mais cedo eu publiquei no Twitter que assim como o Diabo tem vários nomes –Lúcifer, Coiso, Demônio, Capeta, etc.–, as privatizações de Bolsonaro também têm vários nomes: “Infra Week”, concessões, vendas, doações, leilões, falcatruas, mutreta. Ou seja, o povo sempre perde com o Diabo e as privatizações.

O País discute a tragédia do menino Henry Borel, que é um caso de polícia, no entanto, se ausenta do debate sobre falcatrua do governo Bolsonaro no leilão de 22 aeroportos ocorrido ontem (7/4).

Segundo denúncia da deputada Mabel Canto (PSC-PR), na Assembleia Legislativa do Paraná, o governo de Ratinho Junior (PSD) manobrou para habilitar a concessionária CCR Rodonorte, envolvida em escândalos no estado, vencedora do diabólico leilão “Infra Week” –liquidação de ativos [patrimônio público].

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz que o vereador Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra seu enteado, de 4 anos. Uma lástima cujo ilícito, se confirmado, deve ser julgado com todo o rigor da lei.

A violência contra a primeira infância é uma rotina diária, um cancro, mas conjunturalmente o caso fica sensacional –no sentido do sensacionalismo– para encobrir o crime lesa-pátria do governo Bolsonaro.

Com o “roubo” do patrimônio da sociedade brasileira outros milhares de “Henry Borel” serão mortos todos os anos. Por isso essa energia gasta com o “populismo penal” deveria ser usado para salvar os que continuam vivos, dando um basta na corrupção dos leilões.

Os vencedores dos leilões do Ministério da Infraestrutura são investigados por financiamento de campanhas e pagamento de propina para agentes públicos.

Além de aplacar a picaretagem das privatizações, a prisão do Dr. Jairinho também leva um refresco para o genocídio em curso no Brasil. De acordo com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), desde o início da pandemia, o país já perdeu mais de 340 mil vidas.

Portanto, para a velha mídia, Dr. Jairinho é o que interessa –o resto não tem pressa.