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Há cinco anos, Dilma Rousseff sofria o golpe na Câmara dos Deputados

Hoje, 17 de abril, faz cinco anos que os “canalhas, canalhas, canalhas” começaram derrubar a presidenta Dilma Rousseff (PT).

“Que Deus tenha misericórdia desta nação. Voto sim”, disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ) em 17 de abril de 2016, que na sequência teve de renunciar o cargo por corrupção e foi preso enquanto Dilma foi absolvida das acusações na época imputados a ela.

Nessa vergonhosa data, a Câmara dos Deputados autorizava a abertura do processo de impeachment contra a primeira mulher a presidir o Brasil. Diga-se de passagem, uma mulher honesta.

Esse golpe conservador e misógino que assolou a nação, que neste sábado (17/4) completa cinco anos, pode ser resumido assim: o líder do golpe continua preso [em prisão domiciliar], a família de milicianos [Bolsonaro] governa o país e os parlamentares que juraram o voto pela família estão afundados em corrupção. Dilma foi inocentada e absolvida.

De cinco anos para cá, Dilma foi inocentada das acusações de corrupção na Petrobras, não foi responsabilizada pelo suposto desrespeito à lei orçamentária e à lei de improbidade administrativa, que embasava o pedido de impeachment.

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A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), nesta semana, lembrou das supostas “pedaladas” que derrubaram Dilma ao anotar que o presidente Jair Bolsonaro pedalou bem mais que a petista, porém, como ele é homem, continua pedalando.

“Vão aceitar ‘pedalada fiscal’ para Bolsonaro?! Parecer da consultoria da Câmara dos Deputados defende a sanção integral do Orçamento de 2021, sem vetos a emendas parlamentares. Reconhece que tem R$ 21,3 bi de furo mas diz que o ajuste pode ser feito ao longo do ano”, disse a dirigente petista.

Dilma Rousseff e o PT foram tirados do poder, em 2016, para instalar isso que aí está: bancos ficando cada vez mais com orçamento da União e os trabalhadores desempregados, na miséria. O golpe foi feito para isso mesmo. Desmoralizar as mulheres e diminuir a autoestima da classe obreira brasileira.

Nesta semana, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha voltou ao noticiário com o lançamento do provocativo livro Tchau querida: o diário do impeachment. No entanto, a 20ª Vara Cível do Rio de Janeiro determinou, na terça-feira (13/4), determinou a penhora dos direitos autorais para o pagamento de honorários advocatícios da editora Infoglobo. O emedebista e evangélico fervoroso, como ele se autodenomina, sucumbiu em ação de indenização acerca de uma reportagem que o chamou de “racista” e “homofóbico”.