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Estadão transmite evento com presidenciáveis que censura Lula. Pode isso, Arnaldo?

  • Lula é excluído de evento com possíveis candidatos em 2022

A regra é clara, não pode!

Pesquisa, debate ou evento eleitoral sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vale nada. Seria a mesma coisa que a Seleção Brasileira ser convocada sem Neymar, Richarlison e Gabriel Jesus.

Dito disso, alunos brasileiros de Boston (EUA) realizam neste sábado a “Brazil Conference”, que supostamente reuniria todos os presidenciáveis de 2022.

Sem o principal player, Lula, o evento jura que “todos” os presidenciáveis serão consultados hoje à noite na Terra de Tio Sam. No entanto, a lista só tem os governadores João Doria (PSDB-SP) e Eduardo Leite (PSDB-RS), o apresentador Luciano Huck, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

Mais uma fake news do Estadão, portanto.

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Estadão contra Lula

O Estadão luta contra TV Globo e a Folha pela bandeira “anti-Lula” nas eleições 2022. Além da atenção do leitor conservador, antipetista, o jornalão paulistano também está de olho na receita a autoridade que os cliques lhe proporcionariam.

Neste sábado (17/4), por exemplo, o Estadão saiu na frente com a “filhadaputagem” ao atacar em editorial Lula e o ministro Ricardo Lewandowski, do STF. O veículo afirma que foi “tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder” e dispara contra a polarização do petista com o presidente Jair Bolsonaro.

“A renovada força eleitoral de Lula deriva também do fato de que, imersos no pesadelo do governo de Jair Bolsonaro, muitos brasileiros tendem a esquecer a tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder, ou então a considerar como aceitáveis os desmandos do PT se comparados ao descalabro bolsonarista”, diz um trecho do editorial.

Se houver um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o Estadão não titubearia novamente e escolheria o “Capitão Cloroquina” como já fez em 2018.