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“Canalhavírus”: Bolsonaro corta salários outra vez na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro, possuído pelo “canalhavírus”, assinou medidas provisórias que cortam novamente salários e jornadas diante do agravamento da pandemia enquanto seu homólogo americano, Joe Biden, radicaliza com a injeção de dinheiro na economia.

São comportamentos distintos da pandemia. Biden e Bolsonaro agem como água e óleo, não se misturam, portanto.

Sim, o “canalhavírus” não suporta os trabalhadores, o povo tendo acesso aos bens de consumo, sobretudo alimentos, muito menos à educação. Falar em distanciamento social e vacinação em massa, então, Deus me livre guarde!

Bolsonaro recriou o programa que permite o corte de jornada e salários de trabalhadores da iniciativa privada, além da suspensão temporária de contratos, medidas que já se provaram inúteis, pois aprofunda o quadro de depressão econômica. Um horror, que coloca em risco de morte a sociedade brasileira.

Para fingir que tem iniciativa, o governo afirma que pagará um benefício temporário durante o período de perda de renda do trabalhador, o que pode durar quatro meses. Isto para quem tiver o salário e a jornada cortados.

Nessa medida “engana trouxa” perdem o trabalhador e o patrão. Um fica sem poder de compra e o outro com os produtos encalhados porque não tem quem os compre.

Tinhoso, o “canalhavírus” chama essa aberração de “BEm” (benefício emergencial) cujo teto máximo pode chegar a R$1.911,84.

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O “canalhavírus” vai obrigar a redução a jornada e o salário em 25%, 50% ou 75% –um crime contra a economia nacional e a dignidade da pessoa humana.

O “canalhavírus” ainda impõe reduções salariais por escala:

  • Até três salários mínimos (R$ 3.300) por mês em todas as situações: redução de jornada e suspensão de contrato;
  • De três salários mínimos (R$ 3.300) até R$ 12,8 mil, é exigido o acordo via sindicato quando o corte de jornada superar 25% e em caso de suspensão de contrato;
  • Acima de R$ 12,8 mil, vale o acordo individual.

Jair Bolsonaro mente ao dizer que o objetivo é “preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades empresariais e a manutenção da renda do trabalhador e reduzir o impacto social diante da paralisação de atividades e restrição de mobilidade em todo o país”.

Medidas anteriores, semelhantes, aprofundaram o desemprego, aumentou a fome e a miséria entre milhões de brasileiros.

A redução de jornada e salário, nas vésperas de 1º de Maio, Dia do Trabalhador, soa como mais uma provocação contra o andar de baixo. Resta saber se haverá reação ou se tudo permanecerá nesse estado de resignação, de submissão aos bancos e aos ricos.