A Folha de S. Paulo quer premiar a canalhice do governo Jair Bolsonaro

Nos estertores do governo Bolsonaro, o jornal Folha de S. Paulo quer premiar a canalhice e a malandragem. O jornalão paulistano cravou neste sábado (3/4) que “Leilão de R$ 10 bi na infraestrutura dá força a Tarcísio na chapa de Bolsonaro em 2022”. A publicação se refere ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

A Folha e os demais veículos da velha mídia corporativa querem afastar o presidente Jair Bolsonaro e sua milícia do governo, no entanto, querem manter a essência da picaretagem. Advoga a tese da troca de seis por meia dúzia.

“Comandante do maior projeto de concessão —que pretende contratar R$ 250 bilhões em investimentos até o final do mandato de Jair Bolsonaro— ele ganhou a simpatia do presidente para, eventualmente, ser seu vice na disputa pela reeleição, em 2022”, faz campanha a Folha.

Sem divergência com a questão econômica, neoliberal, a tendência é que os donos da Folha de S. Paulo –os Frias– lutem pela continuidade do que aí está.

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Nunca é demais recordar que a Folha é um banco [PagBank] e defende as cores do mercado em detrimento das demandas da sociedade brasileira.

Antipátria e antinacional, o jornal dos Frias até comemora um “feira persa” para vender ativos [patrimônio], de 7 a 9 de abril, em que o governo pretende transferir para a iniciativa privada a gestão de 22 aeroportos, 5 terminais portuários e 1 trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Leste-Oeste).

Dentre o pacote de concessões tem ainda as rodovias paranaenses pelo sistema híbrido, mais oneroso para o usuário, que conta com forte oposição de parlamentares, líderes empresariais e políticos do estado no Sul.

A Folha chuta a estimativa de que esses contratos renderão ao governo R$ 10 bilhões em investimentos.

A exemplo do que ocorreu nas reformas trabalhista e previdenciária, o jornalão repete a mentira de que serão gerados 200 mil empregos –uma ninharia diante do tamanho da tungada na coisa pública.

Com a reforma trabalhista a mentira que a Folha ajudou a contar era que seriam criados seis milhões de novos empregos; a reforma previdenciária produziria mais quatro milhões de empregos.

A realidade se mostrou outra. Antes mesmo da pandemia, o Brasil se converteu na não do desemprego, da volta da fome e da miséria.

A Folha de S. Paulo tem parte nisso aí.