Senado aprova auxílio emergencial de R$ 11 trilhões nos Estados Unidos

Enquanto o governo Jair Bolsonaro chantageia o Congresso Nacional para aprovar o auxílio emergencial na pandemia, o Senado dos Estados Unidos aprovou por 50 votos a 49 ajuda de R$ 11 trilhões (US$ 1,9 trilhão) proposta pelo presidente Joe Biden.

Resumo da matéria no Blog do Esmael:

  • Senado aprova plano de ajuda à pandemia de US$ 1,9 trilhão (R$ 11 trilhões) de Joe Biden
  • A câmara aprovou o pacote em linhas partidárias após uma maratona. Os democratas foram forçados a reduzir os benefícios semanais de desemprego para US$ 300 (R$ 1.700).
  • A medida, que enviaria US$ 1.400 (R$ 8.000) em pagamentos diretos aos contribuintes e estenderia o auxílio-desemprego, agora deve ser aprovada na Câmara pela segunda vez.

Apesar da oposição unânime dos republicanos, os democratas conseguiram aprovar um plano de ajuda à pandemia que inclui o maior esforço antipobreza em uma geração.

O pacote ainda deve ser aprovado pela Câmara antes de seguir para a sanção de Biden.

LEIA TAMBÉM
Governo votou contra auxílio emergencial de R$ 600 no Senado

Câmara irá votar PEC Emergencial na semana que vem, diz Arthur Lira

Criminoso, Paulo Guedes anuncia suspensão de contratos e redução de salário

O auxílio emergencial tem como objetivo injetar grandes quantidades de recursos federais na economia dos EUA, incluindo pagamentos diretos de até U $ 1.400 para centenas de milhões de americanos, auxílio-desemprego de US$ 300 por semana para durar até o verão, dinheiro para distribuição de vacinas contra o coronavírus e alívio para estados, cidades, escolas e pequenas empresas lutando durante a pandemia.

Além da ajuda imediata, a medida, intitulada Plano de Resgate Americano, também teria um grande efeito no combate à pobreza nos Estados Unidos. Isso reduziria potencialmente a pobreza infantil pela metade, por meio de uma expansão generosa dos créditos fiscais para americanos de baixa renda com filhos, aumentos nos subsídios para creches, uma ampliação da elegibilidade sob a Lei de Cuidados Acessíveis e uma expansão dos cupons de alimentação e auxílio para aluguel.

O custo do auxílio emergencial nos EUA, surpreendente, é considerado quase inexistente em comparação com a medida de estímulo de US$ 2,2 trilhões (R$ 12,5 trilhões) que se tornou lei em março passado, exatamente quando o impacto econômico e de saúde pública devastador da crise do coronavírus estava aparecendo.

Enquanto isso, no Brasil, o governo do presidente Jair Bolsonaro tenta fazer chantagem com um “ajuste fiscal” atacando salários, empregos e ajudas do Estado.

O melhor aliado do coronavírus no Brasil é o presidente Jair Bolsonaro.