Por que Gilmar Mendes assusta o que sobrou da Lava Jato

Abalado com o desempenho de Sergio Moro nas pesquisas, com a entrada de Lula no páreo de 2022, o site de extrema direita O Antagonista, por meio de sua revista Crusoé, malha o algoz da Lava Jato –o ministro Gilmar Mendes, voz forte no Supremo Tribunal Federal.

Antes de o leitor avançar, uma informação: Moro foi contratado como colunista da Crusoé/O Antagonista como articulista logo após deixar o Ministério da Justiça, portanto, há uma torcida a favor do ex-juiz.

Dito isso, a revista preventivamente contou esta semana uma história do advogado que pode ser usada por Gilmar Mendes para destruir o seu próximo alvo, depois da força-tarefa de Curitiba: a Lava Jato do Rio de Janeiro, da qual o juiz Marcelo Bretas é um dos protagonistas. Esse advogado também recebeu uma proposta do submundo para fazer um servicinho especial.

Segundo a publicação O Antagonista/Crusoé, o próximo alvo de Gilmar Mendes –depois do enterro da força-tarefa de Curitiba– será o juiz Marcelo Bretas, a “tal 7ª Vara do Rio de Janeiro”.

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O aviso foi dado por Gilmar durante o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro em um dos processos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Segunda Turma do STF.

Gilmar Mendes assusta os lavajatistas porque, segundo Crusoé/O Antagonista, Breta mexeu no Rio Poder Judiciário, denunciando advogados renomados e parentes de magistrados, além de ter prendido empresários e políticos supostamente ligados ao próprio ministro que preside a 2ª Turma do STF.

Gilmar contou outra história no julgamento da suspeição de Moro. Segundo o ministro, existe um “escândalo que ainda não veio à tona” na 7ª Vara, aquela comandada por Bretas, e jogou no ar o nome de um jovem advogado investigado por “vender” uma suposta “aproximação” com os procuradores e o juiz da Lava Jato fluminense, o que poderia configurar crime de tráfico de influência ou exploração de prestígio.

“Não sei se já ouviram falar, senhores ministros, de um personagem que gravita por aí e que fez uma reclamação no STJ chamado Nythalmar. Um advogado que liderava as delações até um determinado momento e depois se tornou uma figura espúria”, disse o ministro aos colegas de turma. A mensagem que Gilmar quis passar foi clara: os tais “crimes” que ele diz terem sido praticados na 13ª Vara de Curitiba com Moro também teriam ocorrido na 7ª Vara do Rio com Bretas, que rebateu o ataque quase que em tempo real, pelas redes sociais, negando ‘qualquer suposta irregularidade’.”

Ou seja, no âmbito do judiciário, o bicho ainda vai pegar em plena pandemia. Haja coração, como diria Galvão Bueno. Prepare sua pipoca e seu guaraná.