Paraguai terá hoje 4º protesto pela saída do presidente direitista Mario Abdo Benítez

Logo mais, a partir das 18h, os paraguaios prometem sacudir novamente as ruas das principais cidades do país vizinho pela saída do presidente de direita Mario Abdo.

O aliado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro achou um jeito inusitado para tentar aplacar os ânimos dos manifestantes: demitir ministros. Até agora, desde sexta-feira (5), o presidente paraguaio demitiu quatro membros do governo. Nesta segunda-feira (8/3) está previsto o quarto protesto.

O pretexto para a crise foi a incompetência do governo de Mario Abdo para lidar com a pandemia, desemprego, falta de vacinas e falta de leitos nas UTIs para pacientes com covid.

O Paraguai guarda algumas similaridades com a política no Brasil. Os 24 deputados cartistas, ligados ao ex-presidente Horacio Cartes, do movimento “Honra Colorado”, rejeitam o impeachment de Mario Abdo Benítez. Segundo esses parlamentares, o impedimento somente ajudaria os partidos de esquerda.

A posição de “Honra Colorado” se aproxima muito da posição do PSDB e do ex-presidente FHC no Brasil. Ou seja, eles dizem ter medo de os progressistas voltarem ao poder e revogar as patifarias que o presidente Bolsonaro e Paulo Guedes fizeram com os trabalhadores brasileiros.

Mas voltemos ao Paraguai.

Os colorados cartistas pressionam o governo de Mario Abdo, incentivando as ruas, com o intuito de modificar seu ministério –forjando um gabinete que seja mais favorável à volta do senador Horacio Cartes à Presidência. No entanto, a esquerda e a oposição progressista também estimulam o movimento popular pelo impeachment.

A previsão é que os paraguaios retornem às urnas em abril do ano que vem para eleger, em único turno, o novo presidente da República, 17 governadores e um novo Congresso, a ser formando por 45 senadores e 80 deputados.