Novo ministro da Saúde é contra o lockdown no combate à covid e flerta com a cloroquina

O médico cardiologista, Marcelo Queiroga, disse que os lockdowns não serão políticas de governo no combate à pandemia de covid-19. Ele substituiu o general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde.

Queiroga, o quarto ministro do governo Jair Bolsonaro, declarou à CNN que lockdowns são utilizados em situações extremas e flexibilizou a prescrição de medicamentos não eficazes ao afirmar que médicos têm autonomia para fazê-lo.

“Existem determinadas medicações que são usadas, cuja evidência científica não está comprovada, mas, mesmo assim, médicos têm autonomia para prescrever”, disse o novo ministro, defendendo “ponto em comum” no tratamento precoce “que permita contextualizar essa questão no âmbito da evidência científica e da ciência”.

LEIA TAMBÉM
A treta é com Bolsonaro, não com o ministro da Saúde

Efeito Lula: Bolsonaro demite Pazuello; cardiologista Marcelo Queiroga assume a Saúde

Ludhmila Hajjar foi alvo do ódio bolsonarista, diz Gleisi Hoffmann

Antes de anunciado para o cargo, no domingo (14/3), Queiroga havia garantido que a cloroquina não seria parte de sua estratégia de enfrentamento da pandemia.

O presidente Jair Bolsonaro, o contratante, é a favor da cloroquina e é contra o lockdown, o uso de máscara e do distanciamento social, qual seja, ele é contrário a tudo que a ciência vem recomendando no enfretamento da pandemia.

Com exceção de Pazuello, que foi obediente, os ex-ministros Nelson Teich e Henrique Mandetta caíram porque questionaram a política favorável à cloroquina, contra as recomendações, e divergiram publicamente de Bolsonaro em relação do “fique em casa”. O presidente sempre foi partidário das aglomerações.