Mídia apoiaria outra vez Bolsonaro num eventual 2º turno contra Lula em 2022

  • Só a queda de Ernesto Araújo não basta

A bola da vez na mídia é o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um fundamentalista que conseguiu transformar o Brasil em párea mundial. O dito cujo fez os brasileiros sentirem vergonha de dizer, no exterior, que são brasileiros devido ao terraplanismo, negacionismo e ações contrárias aos direitos fundamentais da pessoa humana.

A saída de Araújo do Itamaraty pode ser tão inócua quanto foi a saída de Abraham Weintraub, da Educação, que ainda foi prestigiado com uma diretoria no Banco Mundial. Ou ainda a troca do general Eduardo Pazuello pelo médico cardiologista Marcelo Queiroga, outro bolsonarista raiz, que flerta com o tratamento precoce dentre outras fórmulas que trouxe o Brasil à tragédia atual.

O Estadão diz que nada adiantará trocar de chanceler se o clã Bolsonaro e o “olavismo” continuarem fornecendo régua e compasso ao substituto. No entanto, o buraco é mais embaixo.

Nada adiantará trocar ministros se o presidente Jair Bolsonaro, a cabeça, ficar intacta. A substituição de um nome pelo outro tem se revelado trocar seis por meia dúzia, onde tudo fica como dantes no Quartel de Abrantes.

O governo atual já acabou e a velha mídia pretende colocar no piloto automático até encontrar uma alternativa em 2022.

Se o dito “centro” não se viabilizar, pode apostar, os barões da mídia irão repetir Bolsonaro num eventual segundo turno contra o ex-presidente Lula.

Entenda o “centro” como alternativa a Bolsonaro porque uma vaga no 2º turno de 2022 já é de Lula ou do PT.

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