Mesmo sob intervenção, Petrobras anuncia novo reajuste de 5% na gasolina e 5% no diesel

A intervenção de militar na Petrobras não foi suficiente para coibir os abusos da Petrobras, que nesta segunda-feira (1º de março) confirmou novo reajuste de 5% na gasolina e 5% no diesel. Este é o quinto aumento dos combustíveis somente em 2021.

Agora, o litro da gasolina nas refinarias acumula alta de 39,78% desde o início do ano enquanto o diesel subiu 32,72% no mesmo período.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro interveio na Petrobras, demitiu do presidente Roberto Castello Branco, e nomeou o general Joaquim Silva e Luna para comandar a estatal. No entanto, como frisara Bolsonaro, seria mantida a atual política de preços –cujos reajustes com base na variação do dólar e cotação internacional do petróleo.

No entanto, o general Luna ainda não assumiu o cargo. Castello Branco fica à frente da empresa até o próximo dia 20 de março.

A gasolina sofrerá uma alta de R$ 0,1240 nas refinarias, o que equivale a 5%. Já o diesel teve acréscimo de R$ 0,1294, ou 5%.

Na prática, para o consumidor, esses reajustes significam muito mais do que isso. Na bomba, o litro da gasolina custa mais que R$ 5,20, o gás de cozinha R$ 110 e o óleo diesel acima de R$ 4,20.

Numa tentativa de minimizar os preços abusivos na Petrobras, Bolsonaro decidiu zerar por 2 meses os impostos federais (PIS e Cofins) do combustível e eliminar permanentemente o tributo do botijão de gás. As medidas tendem a ser insuficientes e isso significar apenas transferência de tributos federais para sócios privados da estatal –um saco sem fundo, portanto.

No último final de semana, como eco desse descontentamento, motoristas de aplicativo –que majoritariamente são da base bolsonarista– fizeram manifestação contra o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Eles culpavam o mandatário estadual pelos preços abusivos dos combustíveis e exigiam do Palácio Iguaçu a redução do ICMS, que é um tributo estadual.

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, o Carluxo, jura que não teve nada a ver com os xingamentos durante o protesto contra Ratinho.

Aliás, na sexta-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro mostrou descontentamento com o decreto do governador do Paraná impondo lockdown para combater a pandemia. Bolsonaro confidenciou a correligionário que se sentiu traído por Ratinho. Por isso ele teria sido o “escolhido” como alvo da manifestação dos combustíveis.

Bolsonaristas x Ratinho [vídeo]