Líder do governo pode ser investigado por compra de vacina russa Sputnik V

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo no Congresso, pode ser alvo de investigação pela compra da vacina russa Sputnik V.

Na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), nesta segunda-feira (15/3), o deputado Tadeu Veneri (PT) disse que irá acionar o Ministério Público Federal para investigar uma grave denuncia contra o líder do presidente Jair Bolsonaro formulada pelo subprocurador da República Eugênio Aragão.

Durante uma entrevista, Aragão, que foi ministro da Justiça, disse que governo Bolsonaro tentou interferir na compra de 39 milhões de doses da vacina Sputnik pelo Consórcio de Governadores do Nordeste.

Ainda segundo o subprocurador, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, teria proposto a compra de 200 milhões de doses do Fundo Soberano da Rússia, que não fechou o contrato, pois o governo federal queria condicionar o negócio ao laboratório particular do deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro, localizado no Paraná.

“Não quero acreditar nisso”, disse o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR). “Se for verdade, é pau e cadeia para Ricardo Barros”, completou o emedebista.

Requião lembrou ainda que o governo do Paraná conversava com os russos para produzir a vacina no Tecpar. Posteriormente desistiu. “Agora aparece essa notícia de que a vacina seria comprada pelo governo federal desde que um laboratório de Curitiba, de suposta propriedade de Ricardo Barros, intermediasse”, disse.

Vídeo de Requião:

Denúncia de Aragão: