Greve dos caminhoneiros começa pelo Paraná; governo Bolsonaro fica apreensivo com protestos

  • Contra preços dos combustíveis, caminhoneiros bloquearam rodovias paranaenses
  • GSI monitora manifestações com apreensão

Caminhoneiros bloquearam estradas no entorno de Curitiba nesta sexta-feira (5) em protesto contra os seguidos aumentos dos combustíveis – principalmente o óleo diesel – promovidos pela Petrobras. Eles atearam fogo em alguns trechos do Contorno Leste, nas proximidades de São José dos Pinhais.

De acordo com o aplicativo Weze, houve lentidão na manhã de hoje nos seguintes trechos de estradas no entorno da capital paranaense:

  • BR-476, a Linha Verde, na altura do armazém da Maria;
  • Avenida Comendador Franco (antiga Avenida das Torres);
  • BR-277, após o Parque Barigui.

A manifestação contra os aumentos abusivos dos combustíveis também chegou ao Contorno Sul, na altura da BR-116, no bairro Tatuquara. O local é importante polo de abastecimento de alimentos na Grande Curitiba, em virtude do CEASA.

O movimento também foi observado nos municípios de Londrina e Cambé, no Norte do Paraná, onde há uma central de distribuição de combustíveis.

Além de caminhoneiros, o movimento desta sexta ainda reuniu motoristas de aplicativos como UBER, Cabify, 99, dentre outros, que são penalizados pelos aumentos abusivos na gasolina.

O governo do presidente Jair Bolsonaro, por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), monitora os protestos com bastante apreensão. O Palácio do Planalto teme perder apoio desses segmentos –caminhoneiros e motoristas de aplicativo– identificados com o bolsonarismo desde 2018.

Somente neste mês de fevereiro, o diesel acumulou altas de 11% e a gasolina, de 8%, segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Desde o início deste ano 2021, o preço da gasolina acumula uma alta de 41,5% quando comparado ao último valor de 2020. Já o diesel subiu 34,1% este ano.

Caminhoneiros ignoram combustíveis e atacam lockdown em SP

Em São Paulo, o litro de gasolina é vendido na “promoção” por R$ 6,05.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é o alvo principal de protesto de caminhoneiros na Marginal Tietê, na capital paulistas, contra o lockdown decretado pelo tucano com duração de duas semanas.

Os caminhoneiros, que são intitulam bolsonaristas, ignoram a manutenção da política de preços da Petrobras e o aumento dos nas bombas dos postos de combustíveis.

Enquanto os profissionais da boleia atacam Doria, o litro da gasolina é anunciado por R$ 6,05; o diesel, matéria prima dos caminhoneiros, tem o preço médio de R$ 4,40 no Brasil.