Empresários ensaiam ‘Volta, Lula’, ‘Volta, PT’ em meio à incompetência de Bolsonaro e Guedes na pandemia

  • Depois de caminhoneiros, é a vez de empresários pisar o freio no apoio a Bolsonaro

Os empresários que apoiaram o presidente Jair Bolsonaro, em 2018, contra o petista Fernando Haddad, agora começaram pisar o freio. Eles se somam aos descontentes com o negacionismo e estão alarmados com a quantidade de mortes por covid-19 no País.

Além do instinto da própria sobrevivência –pois a pandemia arrasta a todos, pobres e ricos–, os endinheirados sacaram tardiamente que o governo lhe oferece o fundo do poço como opção na economia. Vide o repeteco de Paulo Guedes, que propõe suspensão de contrato e redução de salário como solução, cujo resultado catastrófico foi observado pelo PIB de -4,1% em 2020.

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Os empresários, assim como os caminhoneiros e motoristas de aplicativos, sacaram tardiamente que foram engabelados pelas vigarices de Guedes e Bolsonaro, que propõem cloroquina, quando deveriam fornecer a vacina; eles aglomeram, quando deveriam incentivar o isolamento; eles retiram dinheiro do consumo, quando deveriam pagar o auxílio emergencial; eles defendem a morte, quando deveriam lutar pela vida.

Os jornalões reduzem o descontentamento dos setores econômicos à incompetência do governo no gerenciamento da pandemia, no entanto, Bolsonaro e Guedes estão os levando à ruína, à bancarrota, enfim, eles estão quebrando o Brasil para garantir privilégio aos bancos e especuladores.

É nesse cenário de desgraça que o empresariado começa a pedir ‘Volta, Lula’, ‘Volta, PT’, para arrumar essa lambança que Guedes e Bolsonaro não sabem como resolver.

Resumo da ópera: Bolsonaro já está assombrado com o “queremismo” do andar de cima, que pede a volta dos petistas ao Palácio do Planalto.