Criminoso, Paulo Guedes anuncia suspensão de contratos e redução de salário

Errar uma vez é humano. Errar duas vezes é Paulo Guedes.

O ministro da Economia seria beneficiado pela “excludente de ilicitude” se não fosse o dolo presente em sua proposta de aprofundar a depressão econômica no País. Há mais vigarice do que erro na condução da desastrosa política econômica dos últimos dois anos.

O ministro Paulo Guedes anunciou neste fim de semana que pretende reeditar o programa de suspensão de contratos e de redução de jornada (com redução proporcional de salários) que vigorou no ano passado. “O BEm, que é o programa de preservação de empregos, já estão sendo disparadas as novas bases. Então, tem mais coisa vindo por aí”, disse o vigarista ministro dos bancos.

Chamado de Benefício Emergencial (BEm), o programa prevê que o trabalhador com contrato suspenso ou jornada reduzida receba a parcela do seguro-desemprego a que teria direito se fosse demitido em troca do corte no salário. Em troca, o empregador não pode demitir o trabalhador após o fim da ajuda pelo tempo em que o trabalhador recebeu o BEm.

Ocorre que a redução de salário e a suspensão do contrato, tal como deseja Guedes, tira dinheiro de circulação na economia, dificulta o consumo, impacta a produção e reduz a geração de empregos. Ou seja, o ministro adota o sistema ‘perde-perde’ durante a pandemia enquanto outros países estimulam o contrário.

A título de comparação, na semana passada, nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden aprovou na Câmara o auxílio emergencial de US$ 1,9 trilhão (R$ 11 trilhões) para literalmente distribuir entre os americanos e aquecer a economia.

No Brasil, o banqueiro Paulo Guedes tira o dinheiro de circulação, do consumo, para concentrá-lo nas instituições financeiras como pagamento de juros e amortizações de uma suposta dívida interna não auditada.

Não há erro nisso. Há dolo.