A burguesia teme saques a supermercados e armazéns com volta da fome

Acendeu a luz vermelha no quartel da burguesia, na Faria Lima, em São Paulo, com o primeiro saque famélico na quarta-feira (17/3). O fenômeno ocorreu após um ano de pandemia, desemprego, volta da fome, quase 300 mil mortes por covid-19 e abandono pelo governo.

O saque ocorreu em uma filial do supermercado Carrefour, na região zona oeste da capital paulista, cuja ação contou com participação de dezenas de jovens da periferia paulistana. Eles invadiram o estabelecimento e levaram artigos eletrônicos e outros produtos.

O Palácio do Planalto recebeu a notícia com muita apreensão porque teme que os saques se alastrem pelo país e que a redução do auxílio emergencial sirva como combustível para o movimento.

Na quarta, a Band News qualificou apressadamente o saque como ação de “bandidos”, “ladrões”, “arrastão”, “assaltantes” –quando se tratou na verdade de fenômeno já vivido nos anos 90 durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, os saques a supermercados e armazéns eram a cara da fome e do desespero que assemelham ao momento atual.

Na ação desta semana, houve correria entre clientes do Carrefour. Celulares que estavam expostos em um balcão, aparelhos de TV e outras mercadorias das prateleiras foram levadas.

A reportagem da Band News relatou que a ação foi muito rápida e surpreendeu a equipe de segurança do supermercado. Na oportunidade, a loja foi imediatamente fechada. Durante a ação, nenhum cliente ou funcionário ficou ferido.

A burguesia, o presidente Jair Bolsonaro e as Forças Armadas veem os saques como o prenuncio de uma “Revolução” social do tipo daquela que tomou Bastilha, na França, em 1789. Por isso eles estão passando as noites a base de calmantes.