Bolsa Família: desemprego e fome aumentam a fila pelo benefício no País

  • A fila pelo Bolsa Família é maior na região Sudeste, com 426.910 famílias em São Paulo

A busca pelo programa Bolsa Família disparou devido à disparada do desemprego e o fim do auxílio emergencial no fim do ano, quando a pandemia avançou mais sobre os brasileiros.

O desemprego e a fome aumentaram a fila do programa Bolsa Família com mais 2,1 milhões de famílias no mês de dezembro passado, segundo o Grupo de Trabalho Vigilância Socioassistencial Nordeste/Comitê Técnico Assistência Social no Consorcio Nordeste, com base em informações do Ministério da Cidadania, da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) e do sistema de Consulta, Seleção e Extração de Informações do CadÚnico (Cecad).

De acordo com o levantamento, o aumento do desemprego e o fim do auxílio emergencial têm levado cada vez mais famílias pobres a buscarem o programa de transferência de renda.

O Bolsa Família atende às famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda de até R$ 89 mensais por pessoa, e pobreza, com renda de R$ 89,01 a R$ 178 por pessoa.

Os primeiros meses de 2021 podem ter sido mais graves ainda, porém o Ministério da Cidadania não divulgou números recentes de famílias à espera da ajuda.

Em fevereiro deste ano, o número de famílias atendidas pelo Bolsa Família era de 14.264.964, com valor médio pago de R$ 186,83.

O número de beneficiários do Bolsa Família é o mesmo desde abril do ano passado, mostrando que o governo federal congelou os atendimentos diante do empobrecimento da população brasileira.

A fila pelo Bolsa Família é maior na região Sudeste, com 426.910 famílias em São Paulo; 198.182 em Minas Gerais; e 183.674 no Rio de Janeiro.

Na sequência a maior espera pelo benefício é na região Nordeste, com 180.420 famílias na Bahia; 140.751 em Pernambuco; e 108.282 no Ceará.