Banco Central “independente” estreia elevando juros após seis anos

O governo Jair Bolsonaro é uma verdadeira mãe para os banqueiros.

Depois de entregar o Banco Central nas mãos dos donos de bancos, deixando “independente” dos brasileiros, a instituição elevou nesta quarta-feira (17/3) a taxa Selic para 2,75% –após seis anos de viés de queda.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, de 2% para 2,75% ao ano. Foi a primeira alta da Selic em quase seis anos. A decisão foi unânime.

Trata-se da primeira decisão favorável aos banqueiros, após o Congresso aprovar o Banco Central “independente”. A lei já foi sancionada pelo presidente Bolsonaro no mês passado.

O Copom, agora oficialmente a serviço dos bancos, justificou o aumento da Selic da seguinte forma: “As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se em níveis acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”.

O diabo é que o consumo caiu, bem como a produção, em virtude da redução de salários e da explosão do desemprego no país. Portanto, o aumento dos juros só faz sentido para engordar os banqueiros.

Aliás, nesta semana, o Congresso também agraciou meia dúzia de bancos com um “auxílio emergencial” embutido na PEC 186/19, a PEC Emergencial, que possibilita transferir do orçamento R$ 65 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida interna durante a pandemia.

Desgraçadamente, Bolsonaro só destinou R$ 44 bilhões para o pagamento de “esmola emergencial” de R$ 150 para 27 milhões de famílias brasileiras.