Auxílio emergencial e ‘jabuti’ do ajuste fiscal prometem agitar a Câmara nesta semana

A Câmara dos Deputados promete concluir a votação da medida provisória sobre crédito consignado e começar a discutir a PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição 186/19), nesta segunda-feira (8/3), em sessão marcada para as 18 horas.

Aprovada na última quinta-feira (4) pelo Senado, a PEC Emergencial pode começar a ser discutida em Plenário pelos deputados. Ela permite ao governo federal pagar um auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos e impõe mais rigidez para a aplicação de medidas de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários.

A duração do novo auxílio, sua abrangência e o valor individual ainda serão definidos pelo Poder Executivo — segundo a PEC.

No entanto, a oposição considera a proposta auxílio ‘emergencial vs. ajuste fiscal’ uma chantagem contra a sociedade brasileira e promete lutar para modificar o texto e elevar a ajuda para R$ 600, enquanto o presidente Jair Bolsonaro indicou parcelas de R$ 250.

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Já as medidas de contenção de despesas para a União serão acionadas quando for atingido um gatilho relacionado às despesas obrigatórias. No caso de estados, Distrito Federal e municípios, por causa da autonomia federativa, as medidas serão facultativas. Esse ‘jabuti’ também é mais um ponto de discórdia na PEC.

Crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS

A MP 1006/20 amplia a margem de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 35% para 40% do valor do benefício.

De acordo com o substitutivo do deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), o prazo limite para as novas contratações, que tinha acabado em 31 de dezembro de 2020, passará a ser 31 de dezembro de 2022.

O relator também estende o limite de 40% para o crédito consignado tomado por servidores públicos federais e pelos trabalhadores com carteira assinada (CLT).

A medida provisória perde a vigência na quinta-feira (11), e ainda não havia acordo entre os partidos sobre o texto a ser votado.