Venezuela expulsa embaixadora da União Europeia do país

A Venezuela expulsou nesta quarta-feira (24) a embaixadora da União Europeia em Caracas, Isabel Brilhante, em resposta às novas sanções do bloco europeu contra 19 funcionários venezuelanos. A diplomata tem 72 horas para deixar o país sul-americano.

Brilhante foi declarada “persona non grata” por decisão do presidente Nicolás Maduro, anunciou o chanceler Jorge Arreaza após uma reunião com a diplomata, que estava no país desde 2017.

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Essa foi a resposta do governo Maduro à nova decisão da União Europeia de sancionar 19 altos funcionários venezuelanos acusados de terem participado de ações que prejudicaram a democracia e o Estado de direito no país após as eleições legislativas de dezembro. A votação, não reconhecida por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina, deram ao partido do governo e seus aliados 256 das 277 cadeiras do Parlamento, tirando a casa legislativa das mãos dos adversários de Maduro.

Entre os sancionados estão Omar Jose Prieto, governador do Estado de Zulia, o comandante das Forças Armadas Remigio Ceballos Ichaso e três responsáveis do Conselho Eleitoral, inclusive a presidente Indira Maira Alfonzo Izaguirre.

A decisão, aprovada pelos ministros de Relações Exteriores dos 27 países da EU, amplia para 55 o número de membros do governo venezuelanos que não podem viajar para a União Europeia e estão com todos os seus bens em território europeu bloqueados.

Cartas para França, Alemanha e Espanha

Após anunciar a expulsão de Brilhante, o chanceler venezuelano entregou cartas de protesto pedindo a reavaliação das sanções ao embaixador da França em Caracas, Romain Nadal, e a representantes da Alemanha, Espanha e Holanda.

“Como hoje dissemos adeus em português porque a senhora Brilhante é portuguesa de origem, não queremos ter que dizer adiós, auf wiedersehen ou au revoir”, ameaçou Arreaza.

União Europeia pede que decisão seja revista

Em reação à expulsão, a União Europeia lamentou a decisão e pediu a revisão da medida para que a embaixadora possa ficar no país e mantenha a ponte com o governo venezuelano. 

A porta-voz Nabila Nasrali acrescentou que a Venezuela “só vai superar a atual crise mediante negociação e diálogo, com o qual a UE está sempre comprometida”.

Por RFI