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Sergio Moro se desespera com a eleição do Centrão na Câmara

O ex-juiz Sergio Moro tem motivos de sobra para se desesperar com a vitória do deputado Arthur Lira (PP-AL), do Centrão, na presidência da Câmara.

Além do folclore, segundo qual os parlamentares do Centrão adoram cargos, ministérios, verbas e emendas, odeiam privatizações e reformas do mercado, há também um mundo político que continua girando em Brasília.

Segundo analistas políticos ouvidos pelo Blog do Esmael, Lira é mais corajoso que o ex-presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o novo presidente não titubearia para instalar uma CPI da Lava Jato, por exemplo.

Moro é desafeto do presidente Jair Bolsonaro, com quem sonha disputar a eleição de 2022, e do Congresso Nacional.

O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro tinha como projeto detonar o parlamento brasileiro. Mas, para isso, ele teria que prender a bancada do Centrão.

A Lava Jato almejava um Parlamento dominado pela extrema direita e respaldado do Poder Judiciário, de acordo com mensagens apreendidas na Operação Spoofing.

O procurador Delta Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa Lava Jato, chegou a planejar em 2017 “um grau de renovação política” para que só fossem eleitas em 2018 pessoas “comprometidas com mudanças”. Com o apoio de fake news e da mídia, a estratégia foi vitoriosa.

A derrota do ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), que não foi reeleito em 2018, é atribuída a essa movimentação política da Lava Jato. No parlamento, o emedebista foi um dos mais ásperos críticos das condutas de Deltan Dallangol e Sergio Moro.

No Senado, Requião afirmava que os integrantes da força-tarefa sediada em Curitiba estavam a serviço do Departamento de Estado dos Estados Unidos, contra Petrobras, e os interesses da nação brasileira.

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), resumo o que o Centrão pensa de Dallagnol e Moro: “a Lava Jato é uma quadrilha”.