PT divulga nota sobre denúncia da PGR contra Chinaglia

O PT divulgou uma nota nesta quinta-feira (25) sobre a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Para o partido, a denúncia “tem indisfarçável propósito de manipular a opinião pública, num momento em que a revelação de novos crimes da Operação Lava Jato atinge fortemente a credibilidade do Ministério Público e do sistema judicial brasileiro”.

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Ontem (24), a PGR apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Arlindo Chinaglia e o também ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), por envolvimento em um suposto esquema de pagamento de propina da Odebrecht. Além deles, outras 15 pessoas também foram alvo da acusação formal do Ministério Público Federal (MPF), em desdobramento das investigações da Lava Jato.

Leia a íntegra da nota:

Denúncia da PGR mostra desespero frente à ruína da Lava Jato

A denúncia infundada que a Procuradoria-Geral da República apresentou quarta-feira (24/02) contra o deputado e ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) tem indisfarçável propósito de manipular a opinião pública, num momento em que a revelação de novos crimes da Operação Lava Jato atinge fortemente a credibilidade do Ministério Público e do sistema judicial brasileiro.

A narrativa inverossímil da denúncia é apoiada tão-somente em depoimentos forjados e negociados no mercado de compra e venda de delações que Sergio Moro e os procuradores estabeleceram na 13ª. Vara da Justiça Federal de Curitiba, em sua perseguição obstinada ao PT e ao ex-presidente Lula.

Seu valor como prova é nenhum, a não ser como demonstração de desespero diante da verdade, sobre a qual a sociedade brasileira e o Supremo Tribunal Federal vêm tomando conhecimento cada dia mais claramente.

É inadmissível que pessoas com alta responsabilidade no Ministério Público, especialmente na PGR, dediquem-se a apresentar denúncias pirotécnicas e sem fundamento, quando deveriaminvestigar e punir, administrativamente, disciplinarmente e até penalmente os crimes dos procuradores de Curitiba, dos quais foram notoriamente cúmplices integrantes da própria PGR.

Chega de mentiras, chega de farsas judiciais.

O Brasil quer a verdade. O Brasil exige justiça.

25 de fevereiro de 2021.

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores